(Alberto Ronald Timm)
QUEM SÃO OS ANJOS?
INTRODUÇÃO
Certo
"evangelista havia batizado uma mulher cujo marido estava muito irado
porque sua esposa se tornara adventista. Ele jurara que mataria o evangelista
na primeira reunião de oração – ele sabia o costume, como após o hino todos se
ajoelhavam em oração, tendo a cabeça baixa e os olhos fechados. O pregador
estaria bem à frente. Seria fácil avançar depressa e cortar-lhe a cabeça.
"Assim, na
reunião de oração daquela noite o homem se postou do lado de fora do salão onde
a reunião tinha lugar. Na mão ele tinha uma faca, bem afiada e pronta para
entrar em ação. Quando os irmãos se ajoelharam, ele avançou silenciosamente.
Todas as cabeças estavam baixadas. Ninguém o pressentia. Então subitamente ele
deixou cair a faca e saiu correndo. Mais tarde contou por quê. Disse que ao
aproximar-se do evangelista de joelhos, um anjo de asas estendidas o olhou
fixamente. Aterrado, deixou cair a faca e fugiu." (Meditações Matinais, 1972, p. 167).
– Salmos 34:7 – Mas quem são os anjos?
I – OS ANJOS
A – A Origem dos Anjos
a)
Foram criados por Deus: – Sal. 148:2 e 5
b)
O fato de serem criaturas está implícito em I Tim.
6:16.
c) O tempo da criação dos anjos é deixado indefinido na Bíblia, apenas sabemos que quando foram lançados os fundamentos da Terra os anjos já existiam: – Jó 38:4.7 ("estrela da alva" = anjos, cf. Isa. 14:12)
B – A Natureza dos Anjos
a) São seres
criados mas são seres humanos glorificados:
–
Mat. 22:30 (nós seremos "como os anjos", e
não anjos)
–
Gên. 3:22-24 (os anjos já existiam antes da morte de
algum homem)
a) São seres espirituais: – Heb. 1:14
C – As Características dos
Anjos
a)
Possuem grande poder: – Sal. 103:20; Mat. 28:2 (uma
pedra de 2m, de diâmetro por 30 cm. de espessura, pesaria cerca de 4 ton.)
b)
São mais sábios do que o homem, entretanto não são
oniscientes: – Mat. 24:36
c)
Locomovem-se rapidamente: – Ezeq. 1:14; 10:20 (Os anjos
comparados à luz na locomoção. – 300.000 Km/seg. eqüivalem a 7 voltas ao redor
da Terra num abrir e fechar de olhos)
– Dan. 9:21-23 (a oração durou de 3 a 4 minutos)
D – Número e Ordens
a)
Número: – Apoc. 5:11
b)
Ordens:
1º) Querubins: "mais do
que qualquer criatura são destinados para revelar o poder e majestade, a glória
de Deus. São especialmente os guardiões do trono de Deus, e embaixadores
extraordinários. Servem na obra da reconciliação." – Gên. 3:24; II Reis
19:15; Ezeq. 10:1-20;28: 14-16
2º) Serafins: "parecem
estar preocupados com a adoração e santidade. Eles conduzem o céu na adoração a
Deus." – Isa. 6:2 e 6
3º) Arcanjos: Esta expressão
ocorre duas vezes nas Escrituras: – I
Tess. 4:16; Judas 9
a) Miguel é o único a ser
chamado de Arcanjo, e refere-se a Cristo. (Dan. 10:13 e 21; Judas 9; Apoc.
12:7). É usado no sentido de um guerreiro valente contra os inimigos de Israel
e poderes do mal.
c) Gabriel, embora não chamado de Arcanjo, é considerado como um Anjo principal ou Mensageiro principal. (Dan. 8:16; 9:21; Luc. 1:19 e 26) Sua tarefa principal parece ser o de mediar e interpretar as revelações divinas. (Os conceitos anteriormente apresentados foram extraídos de: Wilson H. Endruveit. Doutrinas I, pp. 17-19).
II – OS ANJOS MAUS
A – A Origem e a Natureza dos
Anjos Maus
a)
É um grupo de anjos que foi criado por Deus, sendo eles
originalmente perfeitos, como os anjos do céu, mas que não guardaram o seu
estado original: - Judas 6; Ezeq. 28:14 e 15
b) Eles rebelaram-se contra a vontade de Deus, e, conseqüentemente, foram expulsos do céu: - Apoc. 12:7-9; Isa. 14:12-15
B – A Obra dos Anjos Maus
1º)
Transformam-se e se disfarçam: - II Cor. 11:14 e 15
2º) Lutam
contra nós : - I Ped. 5: 8; Efés. 6:11 e 12
3º) Enganam:
- I Tim. 4:1 (ensinam erros)
III – AS ATIVIDADES DOS ANJOS BONS
1º)
Os anjos ajudam na direção dos negócios das nações (Dan. 10:5 e 6; 10:14).
2º) Eles
protegem e acompanham sempre o povo de Deus (Sal. 34: 7; 91:11).
–
"Um anjo da guarda é designado a todo seguidor de
Cristo. Estes vigias celestiais escudam aos justos do poder maligno." (O
Grande Conflito, p. 512).
3º) Eles registram todas as ações humanas (Ecl. 5: 6; Mal. 3:16, etc.)
– "Assim
como os traços da fisionomia são reproduzidos com precisão infalível sobre a
polida chapa fotográfica, assim o caráter é fielmente delineado nos livros do
Céu." (O Grande Conflito, p.
487).
4º) São testemunhas no juízo do Tribunal Celestial (Dan. 7:10). Os anjos acompanharão a Jesus em Sua volta e reunirão os Seus escolhidos (Mat. 24:31).
ILUSTRAÇÃO:
Ellen G. White foi para a Austrália em 1891, onde
permaneceu por cerca de 10 anos, dirigindo vários projetos importantes.
De 29 de dezembro de 1893 a 15 de janeiro de 1894
foi realizada a primeira reunião campal na Austrália, em Brighton Beach, um subúrbio de Melbourne. Neste acampamento
havia mais de 100 tendas, que abrigavam 511 pessoas. A própria Sra. White declarou
não ter visto tão profunda dedicação religiosa e entusiasmo desde as reuniões
mileritas de 1843 e 1844.
Porém nem todos apreciaram tanto a reunião campal.
Para um grupo de delinqüentes juvenis, que moravam em uma cidade próxima, isto
representava uma oportunidade para fazer alguma brincadeira de mau gosto. Eles
assaltaram as tendas, jogando pedras nelas e derrubando uma delas. Foram
designados alguns estudantes da Escola Bíblica da Austrália para atuarem como
guardas, ajudando a controlar os delinqüentes juvenis. Impossibilitados de
causar maiores danos, os delinqüentes juvenis decidiram derrubar a tenda da
Sra. White sobre ela na próxima noite.
Um dos estudantes voltou à Escola Bíblica e informou
os professores a respeito do plano daquela gangue de adolescentes. Os
professores por sua vez dirigiram-se ao quartel-general da polícia de Melbourne, solicitando
proteção para o acampamento. Foi enviado um alto e robusto policial católico
romano irlandês, para guarnecer a tenda da senhora White.
A irmã White muitas vezes enfrentou grande perigo
durante a sua vida. De tempos em tempos os anjos protegeram-na de sérias
dificuldades. Na maioria das vezes a Sra. White não permitia que as pessoas lhe
concedessem proteção policial. Nesta ocasião ela o aceitou apenas para
contentá-los.
Após a reunião da noite, ela dirigiu-se para a sua
tenda, preparou-se para deitar, orou, e adormeceu em perfeita paz. Ela teria
adormecido de igual forma em paz sem a proteção do policial. Mas ali estava o
policial guarnecendo a área ao redor da sua tenda. . . Mas a gangue de juvenis
jamais apareceu.. .
Não muito depois da meia-noite, enquanto soprava a
brisa noturna, ali estava o policial vigiando ao redor da tenda da Senhora
White. Com freqüência ele voltava o seu olhar para a tenda da irmã White, mas
esta permanecia em perfeita paz em meio à escuridão. Ele pensou em voltar sua
atenção para outra parte do acampamento, porém antes que ele o fizesse divisou
um facho de luz subitamente pairar sobre a tenda da senhora White. Gradativamente
a luz assumia forma e tornava-se mais distinta. Em meio às trevas daquela
noite, ele divisou a figura de um anjo em meio àquela luz que pairava sobre a
tenda, que guarnecia a Sra. White. O policial prostrou-se sobre os seus
joelhos, e continuou a fitar o anjo por vários minutos, e então ele levantou-se
vagarosamente, afastando-se do local. Ele estava decidido que a Senhora White
não mais necessitava a sua proteção. Deus aguardava.
De volta ao posto policial de Melbourne, explicou ao seu sargento e aos
demais agentes de polícia a razão de ele haver deixado o seu posto. Explicou
que a Sra. White tinha maior proteção do que a que ele podia dar. Por estranho
que possa parecer, os seus superiores não questionaram a sua história, mas
creram nela, e não o enviaram de volta ao acampamento.
O policial irlandês regressou, entretanto, ao acampamento no outro dia. Ele desejava ver a mulher que o anjo guardara, e ouvir o que ela tinha a dizer. Ele acompanhou os serviços daquele dia e dos dias seguintes. O que ele viu e ouviu sobre a Sra. White não o desapontou. Quanto mais ele ouvia mais interessado ficava, unindo-se à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Posteriormente ele deixou a carreira policial, e tornou-se um ativo membro leigo, responsável pela conversão de muitos outros. (D.A. Delafield and Gerald Wheeler. Angel Over Her Tent and Other Stories about Ellen G. White, pp. 97-101).
CONCLUSÃO
Na verdade, o
anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra." (Sal.
34:7).
"Não
compreenderemos o que devemos aos cuidados e interposição dos anjos antes que
se vejam as providências de Deus à luz da eternidade. Seres celestiais têm
tomado parte ativa nos negócios dos homens. Eles têm aparecido em vestes que
resplandeciam como o relâmpago; têm vindo como homens, no aspecto de viajantes.
Têm aceito hospitalidade nos lares humanos, agido como guias de viajantes nas
trevas da noite. Têm obstado aos intentos dos espoliador, e desviado os golpes
do destruidor.
"Embora os
governadores deste mundo não o saibam, em seus conselhos têm os anjos muitas
vezes sido oradores. Olhos humanos os têm visto. Ouvidos humanos têm ouvido
seus apelos. . . .
"Todo remido compreenderá o serviço dos anjos em sua própria vida. Que maravilha será entreter conversa com o anjo que foi a sua guarda desde os seus primeiros momentos, que lhe vigiou os passos e cobriu a cabeça no dia de perigo, que com ele esteve no vale da sombra da morte, que assinalou o seu lugar de repouso, que foi o primeiro a saudá-lo na manhã da ressurreição, e dele aprender a história da interposição divina na vida individual, e da cooperação celeste em toda a obra em prol da humanidade." (Educação, pp. 304 e 3051.
Sejamos sempre leais a Deus para termos sempre a proteção e a campanha dos anjos celestiais conosco.
Saiamos desta
reunião conscientes de que o anjo da guarda está ao nosso lado!. . .
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