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sábado, 12 de setembro de 2026

A OBRA DAQUELE OUTRO ANJO

 

A OBRA DAQUELE OUTRO ANJO

Pag. 10

O grande propósito da colportagem evangelística é a conclusão da obra de Deus nesta geração.

Para esse fim, todos quantos se apresentam para se alistarem no grande exército dos colportores evangelistas estão sendo organizados e guiados no serviço de modo que haja lugar para todos e não haja demora na proclamação da última mensagem.

Quando a obra estiver terminada, Jesus virá. Se almejamos Sua vinda, haveremos de trabalhar fervorosamente para apressá-la.

Estamos no limiar de grandes acontecimentos, dentro e fora da Igreja. Deus tem feito grandes coisas através de Sua Igreja; entretanto, deseja fazer maiores ainda. Se assim é, não deveríamos consagrar-nos mais plenamente a Ele, fazendo a parte que nos encarregou individualmente? Não deveríamos dizer Agora: "Senhor, envia-me a mim para o campo da colportagem"?

O Senhor planejou sabiamente Sua Obra de maneira que cada um pode nela entrar como colportor evangelista, disseminando a nossa literatura, que oferece ao mundo a mensagem da justiça de Cristo e do estabelecimento do Seu Reino. Distribuindo-a, estamos concorrendo para a iluminação do mundo pela glória de Deus, pois o trabalho da colportagem desempenha papel importante no cumprimento da profecia.

Fazemos um convite também aos pastores. Há alguns entre eles que se sentem deslocados; a esses fazemos uma sugestão: por que não colportar? Atentem para estas citações de E. G. White: "Muitos de nossos pastores jovens e dos que se estão preparando para o ministério fariam, se verdadeiramente convertidos, muito bem trabalhando no campo da colportagem". — O Colportor Evangelista, pág. 44.

Ninguém pense que rebaixa um ministro do evangelho o empenhar-se na colportagem, como um meio de levar a verdade ao povo". — Idem, pág. 45.

"O pastor evangelista que se empenha na colportagem está realizando um serviço tão importante quanto a pregação do evangelho perante a congregação cada sábado". — Ibidem.

"Deus olha para o fiel colportor-evangelista com tanta aprovação quanto olha para todo fiel pastor". — Ibidem.

"Há alguns que se adaptam à obra colportoreira e que podem fazer mais neste ramo do que pregando". — Idem, págs. 45 e 46.

"O colportor inteligente, temente a Deus e amante da verdade, deve ser respeitado; porque ocupa uma posição igual à do pastor evangélico". — Idem, pág. 44.

"Nossos colportores estão tendo notável sucesso. E por que não teriam? Os anjos celestiais estão trabalhando com eles. Centenas dos que crêem na verdade farão, se conservarem seu coração humilde, uma boa obra na companhia dos anjos celestiais." — Idem, pág. 111.

Quão extraordinário seria e quanto ânimo não traria aos milhares de colportores já existentes no Brasil, se pastores dedicassem suas vidas ao ministério da página impressa. Que prestígio adicional, que força moral isto não ocasionaria! Já temos alguns, mas necessitamos de mais, muito mais. A obra da colportagem neces

Wilson Sarli — Gerente Geral da Casa Publicadora Brasileira.

10 / Revista Adventista - Março 1980

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Deixando que Nossas Lâmpadas Brilhem

 

Deixando que Nossas Lâmpadas Brilhem


Pag. 10

Nossas lâmpadas devem ser espevitadas e postas a arder, de modo que iluminem com intenso brilho. Somos admoestados a deixar que nossas lâmpadas brilhem. Nesse brilho refletiremos a luz do Sol da Justiça. Pessoas em trevas serão atraídas pela beleza de nossa vida ao refletirmos a luz que Deus faz resplandecer em nosso coração. Certamente que como cristãos devemos orar para que Deus prepare o nosso coração, para que reflita o brilho de Seu caráter, e estejamos prontos a resplandecer sempre, mesmo na escuridão da meia-noite.

Enquanto esperamos que o Esposo surja, estejamos certos de que temos dado nossa vida completamente a Jesus Cristo, que Ele é nosso, que devemos refletir Seu caráter. Asseguremo-nos de que por Sua habilitadora graça temos vencido hábitos que nos roubariam as bênçãos espirituais. Quando o Noivo vier, não haveremos de querer ouvir as terríveis palavras: "Não vos conheço".

Na parábola, tanto as virgens loucas como as prudentes são apanhadas em descuido. Subitamente, ouve-se o clamor: "Aí vem o Esposo". Um grupo havia feito preparativos para esta hora de crise. O outro não havia. Um grupo ergue-se depressa e prepara suas lâmpadas, saindo ao encontro do Esposo. O outro procurou desesperadamente ativar lâmpadas que se apagavam. Não basta procurar estar prontos. É preciso estar prontos.

Como diz a serva do Senhor, no dia final "muitos reclamarão admissão no reino de Cristo", dizendo: "Temos comido e bebido em Tua presença, e Tu nos ensinaste nas ruas". E "Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? E em Teu nome não expulsamos demônios? E em Teu nome não fizemos obras maravilhosas?" Mas a resposta é: "Em verdade vos digo, que não sei de onde vós sois; apartai-vos de Mim." S. Lucas 13:26, 27; S. Mat. 7:22. Nesta vida eles não haviam entrado em associação com Cristo; por isto mesmo não conheciam a linguagem do Céu, sendo estranhos a seu gozo. "Quem conhece as coi-

aos que crêem na verdade, mas não se entregaram à operação do Espírito Santo. Não caíram sobre a rocha, que é Cristo Jesus, e não permitiram que sua velha natureza fosse quebrantada. Essa classe é representada, também, pelos ouvintes comparados ao pedregal. Recebem a Palavra prontamente; porém, deixam de assimilar os seus princípios. Sua influência não permanece neles. O Espírito trabalha no coração do homem de acordo com seu desejo e consentimento, nele implantando natureza nova; mas a classe representada pelas virgens loucas contentou-se com uma obra superficial. Não conhecem a Deus. Não estudaram Seu caráter; não tiveram comunhão com Ele; por isso não sabem como confiar, como ver e viver. Seu serviço para Deus degenera em formalidade." -Idem, pág. 411.

Certamente não queremos meramente professar o cristianismo e então chegar ao fim e encontrar a porta fechada. Isto seria a pior das coisas. Notai que quando as cinco virgens loucas se voltaram para as cinco prudentes e solicitaram o óleo destas, a resposta foi que elas mesmas o fossem comprar. Isto dá eloqüente expressão ao importante fato espiritual de que não pode haver claridade, iluminação, com óleo emprestado. A religião de nossos pais, de nossos amigos, de outros membros da igreja, não pode ser creditada a nós. Nossos pais podem ser santos, mas isto não nos garante a entrada no reino. Temos de conhecer o Senhor por nós mesmos. O óleo do Espírito Santo tem de ser derramado em nossa própria vida. Precisamos conhecer a Palavra de Deus por nós mesmos. Não podemos pedir de empréstimo a experiência de outros em nossa posição diante de Deus. Jesus Cristo tem de Se tornar nosso Salvador pessoal. Precisamos conhecê-Lo por nós mesmos. Servimos a Deus em base individual, e é como indivíduos que seremos julgados por Ele. Temos de ir e comprar, nós mesmos.

Há os que se sentem felizes por haverem nascido já como adventistas do sétimo dia, isto é, de pais adventistas, em lares adventistas. Na verdade não existe isto. Todos temos de "nascer de novo", como adventistas do sétimo dia. Precisamos fazer uma decisão individual por Cristo. Este conhecimento não pode ser apenas superficial. Há muitos cristãos que conhecem não a Cristo, mas a respeito de Cristo. O real conhecimento de Cristo tem de ser obtido mediante íntimo relacionamento com Ele como Salvador e Senhor.


REvista Adventista - Setembro 1980 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Por que Olhais Tanto Para Vós?

 

Por que Olhais Tanto Para Vós?

Pag. 12

Por que vos maravilhais disto? Um milagre fora realizado. O homem curado tinha mais de quarenta anos. Fora coxo antes de nascer, fora coxo desde o ventre de sua mãe. Era agora conduzido diariamente à porta do templo chamada Formosa. Enquanto havia movimento de gente, ali permanecia ele, com olhar suplicante, pedia esmolas. Ei-lo agora com pés e artelhos firmados ao solo, de pé, andando, saltando e louvando a Deus. Todo o povo o via andar, saltar, e lou-var ao Senhor. Conheciam-no muito bem, por isso mesmo ficaram cheios de espanto. O que fora coxo apega-'va-se a Pedro e João. Atônito, o povo corria para junto deles. Estavam perplexos, surpresos, extasiados e suma-mente admirados. Todos com olhos voltados para os apóstolos. Por que estais maravilhados? Por que olhais tanto para nós? Nós somos o Pedro e o João, pescadores da Galileia, somos homens iguais a vós. Não somos de Júpiter nem de Mercúrio, somos sujeitos às mesmas paixões. Não foi por nossa própria virtude ou por santidade nossa que fizemos andar a este. Não fomos nós, nem por nós está este andando. O homem cheio do Espírito, o cristão batizado com o Espírito, tem de si mesmo humilde conceito, exaltando apenas aquele que é o Senhor da glória e que por isto mesmo é merecedor de toda a honra e glória. Em nome de Jesus a cura foi realizada. Quantos de nossos relatórios omitem por completo uma palavra de louvor Aquele que em realidade fez o trabalho, libertando dos grilhões a milhares de pecadores. A obra era realizada pelo Espírito; e o que prometera e enviara o Espírito, recebia todo o louvor.


Revista Adventista - Janeiro 1980 - Pg. 12

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Dois Textos Sobre o Santuário

 

Dois Textos Sobre o Santuário

Pag. 11

ARNALDO B. CHRISTIANINI

Membro da Comissão Permanente de Revisão e Consulta, da Sociedade Bíblica do Brasil

O POVO adventista estranha a redação que a Versão Almeida Revista e Atualizada no Brasil dá a dois textos relacionados com o santuário, mesmo porque ferem uma área delicada de nossa doutrina. O primeiro encontra-se em Sal. 77:13 que, na Almeida anterior, estava assim: "O teu caminho, ó Deus, está no santuário," mas agora reza: "O teu caminho, ó Deus, é de santidade." Várias cartas reclamando contra essa alteração foram enviadas à Comissão Permanente de Revisão e Consulta, da SBB. O texto impugnado foi debatido naquela Comissão, em reuniões a que comparecemos, e lá tivemos o privilégio de advogar pessoalmente a tese da volta ao texto anterior.

No original hebraico, Salmo 77: 13, no Texto Massorético Curavit, revisto por Rodolfo Kittel, considerado o mais autorizado, está textualmente assim: "Elohim baqodésh darkéka," que literalmente é "Deus no santuário teu caminho." Outros querem que seja: "Deus em santidade teu caminho." O pivô da questão é a palavra baqodésh, que analisaremos mais adiante. Como se percebe, não há verbo na cláusula. Ele terá de ser suprido, pois sendo o hebraico, em certos aspectos, uma língua estropiada, em comparação com as línguas ocidentais, o tradutor terá de complementar o sentido. No caso em tela, terá de suprir um verbo, ser ou estar, e necessariamente colocar a palavra Deus no vocativo. Então o texto ficará corretamente traduzido assim: "Ó Deus, o teu caminho está no santuário." (Em grifo as palavras supridas.) Pode-se também inverter a ordem, que fica em melhor estilo: "O teu caminho, ó Deus, está no santuário."

Para justificar nosso ponto de vista, nossa argumentação foi a seguinte:

1. A palavra originária qadósh, que se traduz geralmente por "santo," na conotação qodésh significa: a) o adjetivo "santo;" b) o substantivo "santo," o primeiro compartimento do santuário; c) "santidade," e d) "santuário," sempre dentro da contextuação própria.
2. Para exemplificar, no original hebraico da Bíblia em Êxodo 31:14 diz "o sábado é santo" (qodésh), mas em muitas outras passagens a mesma palavra é traduzida por "santuário," como em Lev. 12:4 e Daniel 8:13. A preposição hebraica ba, que significa "em", é adicionada à palavra qodésh, tornando-se baqodésh, a qual, numas poucas passagens, como Êxodo 15:11, é vertida por "em santidade." Mas na maioria dos casos, baqodésh significa "no santuário," como em Exo. 29:30, e necessariamente no nosso texto de Sal. 77:13: "O teu caminho, ó Deus, está no santuário." E também em Sal. 68: 17 e 24; 74:3, e outros textos, e muitos, baqqodésh (com o q duplo) se traduz invariavelmente por "no santuário."
3. Afora estas considerações de ordem filológica, há o sentido implícito de que "no santuário" é onde Deus Se revela de modo especial ou direto, e lá ficamos conhecendo melhor Seus atributos divinos, numa experiência espiritual.

Portanto, "no santuário" fica perfeitamente dentro do contexto do salmo, que exalta as qualificações de Deus.

A contra-argumentação dos ilustres hebraístas da douta Comissão não negou a exatidão do nosso argumento do ponto de vista gramatical, mas insistiu em manter a tradução "de santidade" tendo em vista principalmente o contexto de todo o salmo, que é de exaltação a virtudes, predicados e qualificações divinas, como, por exemplo, "graça" e "promessa" (verso 8), "benignidade" e "misericórdia" (verso 9), "poder" (verso 14), e assim nesta linha de fatores subjetivos, no entender deles, ficaria estranho colocar um santuário material no texto, pois destoaria do teor descritivo. Afirmaram que, de mais de uma dezena de versões consultadas, apenas três vertem "no santuário": a King James, a Almeida antiga, e uma italiana. A maioria dos membros da Comissão decidiu, por votação, manter "de santidade." Tentamos, ainda como último recurso, pedir que, na margem da Bíblia, se imprimisse a opção: "ou no santuário." A sugestão foi rejeitada.

Entretanto não nos convencemos. E posteriormente pudemos observar o seguinte: A Septuaginta (versão grega do Velho Testamento) registra assim Sal. 77:13: Hó Theós én tô hagiỏ hê hodos su, que a tradução paralela em inglês verte: "O God, thy way is in the sanctuary." De fato, én tô hagió só pode significar "no santuário." Este argumento para mim é fortíssimo. Depois, com vagar, consultando outras versões, descobrimos nada menos de sete que vertem "no santuário": Almeida original, Almeida antiga, Trinitária, King James, Septuaginta, American Revised Version, e Versione Riveduta Italiana. Por certo haverá ainda outras. Pudemos observar que as Bíblias que seguem a linha da Vulgata (as versões católicas, como Figueiredo, Matos Soares, "Ave Maria" etc.) preferem "em santidade" ou "santo," enquanto versões de maior pêso consignam "no santuário." Consultamos também douto rabino na capital mineira e, na opinião dele, o correto é mesmo "no santuário." Para nós o assunto é questão aberta, mesmo que o nosso SDA Bible Commentary se mostre titubeante a respeito. Diz textualmente:

"No santuário. Ou em santidade. O caminho de Deus, embora o homem não o possa compreender, é sempre justo e reto (ver Gên. 18:25). Se se aceitar a tradução King James 'no santuário,' o versículo pode ser interpretado para significar que o

REVISTA ADVENTISTA - JANEIRO, 1970

PÁGINA 11

Temos um Advogado

 

Temos um Advogado

Pag. 1






Mas, graças a Deus, não precisamos desesperar, pois temos um Advogado à destra do Pai, no Céu. Ali, rodeado de milhões de resplandecentes sêres angélicos, está Alguém que, faz quase dois mil anos, veio à Terra e habitou entre os homens. Tomou sobre Si a carne humana identificando-Se assim conosco e tornando-Se nosso Salvador e Irmão mais velho. Perlustrou as poentas estradas da Palestina levando bênção aonde quer que fosse. Defrontou as mais poderosas tentações de Satanás e saiu vitorioso. Homens cruéis crucificaram-no entre dois malfeitores, mas não puderam despojá-Lo de Seu poder. Embora pregado no madeiro, ninguém – nem os invejosos líderes judeus, nem o poderoso Império Romano, nem o príncipe do mal em pessoa – pôde impedir nosso Advogado de exercer Seu direito real de salvar pecadores. "Estarás comigo no paraíso", assegurou Ele ao ladrão sofredor, que Lhe suplicara: "Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino."

Revista Adventista - Outubro 1960 - Pg 1

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Crescimento em Cristo

 

Crescimento em Cristo

Pag. 1

CONSAGRAI-VOS a Deus pela manhã; fazei disto vossa primeira tarefa. Seja vossa oração: "Toma-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje em Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti." Esta é uma questão diária. Cada manhã consagrai-vos a Deus para êsse dia. Submetei-Lhe todos os vossos planos, para que se executem ou deixem de se executar, conforme o indique a Sua providência. Assim dia a dia podereis entregar às mãos de Deus a vossa vida, e assim ela se moldará mais e mais segundo a vida de Cristo. – Vereda de Cristo, pág. 97

Logo depois, Cristo morreu. Mas não pôde segurá-Lo a sepultura. Cedo, na manhã do primeiro dia da semana, houve grande terremoto. Luz radiante circundou o escuro túmulo. Os mais escolhidos guerreiros romanos caíram, como fulminados. A pedra foi afastada, e eis ressurreto nosso Senhor, partido o poder do pecado e da morte!

Este é o Advogado que defende nosso caso, no julgamento ora em andamento. Ele não desculpa nossos pecados – não existe desculpa para o pecado. Mas chama atenção ao fato de que nos temos arrependido, e exercemos fé nêle. Reveste-nos de Sua justiça, de maneira que não apareça a vergonha de nossa nudez. Apresenta-nos ao Pai "sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante." Jesus "pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por êles." Heb. 7:25.

Com semelhante Advogado, por que deveria alguém desanimar? Por que desistir da luta? Por que haveria de alguém dizer: "Não vale a pena esforçar-me?" Todos podem ser salvos.

Mas nem todos serão salvos. Por quê? Porque Jesus não pode interceder em favor dos que amam o pecado. Temos de arrepender-nos do pecado e abandoná-lo, se é que queremos que êle seja perdoado e apagado dos livros do registo. Do contrário, êle permanecerá como testemunha contra nós. Ficarão os pecados, e o nome é que será apagado. Assim, a querermos ter confiança, neste tempo de julgamento, temos de tratar sinceramente o problema do pecado. Temos de confessá-lo e abandoná-lo – todo êle. "O pecado pode ser escondido, negado, encoberto, ao pai, mãe, esposa, filhos e companheiros; poderá ninguém a não ser os seus autores culpados, alimentar a mínima suspeita da falta; ela, porém, jaz descoberta perante os sêres celestiais. As trevas da noite mais escura, o segredo de todas as artes enganadoras, não são suficientes para velar do conhecimento do Eterno um pensamento que seja. Deus tem um relatório exato de toda conta injusta, de todo negócio desonesto." – O Conflito dos Séculos, pág. 486.

Ao contemplarmos a perturbada cena dos negócios internacionais, não podemos fugir à convicção de que o tempo não poderá continuar senão por um pouquinho. Ao olharmos ao estado corrupto da sociedade, aprofunda-se essa convicção. Ao vermos como os homens amam e glorificem o pecado – por meio do cinema, de livros e periódicos, do rádio e da televisão – temos a impressão de que em breve a condenação de Sodoma recairá sobre a Terra tôda. A paciência de Deus é infinita, ilimitada Sua misericórdia, mas sem muita demora terá Êle de tratar com o pecado e os pecadores. E Ele virá em favor de Seu povo.

Vinte e dois de outubro de 1960! Oxalá êste aniversário do começo


Revista Adventista - Outubro 1960 - Pg. 1

Esperar...

 

Esperar...

Pag. 12

JUDITE FLORES PRATES


É tão vago esperar!

A espera tem em si uma profunda ansiedade,

Um desejo incontido, uma saudade

Do que, talvez, nem mesmo há de voltar ...

É tão triste esperar,

Quando se tem a alma doente, agonizante,

Ao sentir-se morrer, num só instante,

A ilusão colorida de um sonhar!

É cruel esperar.

A espera va enche de mágoa o pobre coração

Com retalhos de dor — recordação

Do que jamais se deixará de amar.

Mas é bom esperar,

Apesar das tristezas e dos ais,

Porque é melhor, mesmo sem alegria,

Do que sofrer a amarga nostalgia

De não esperar mais ...

Santa Maria, 23-8-59.


Revista Adventista - Julho 1960 - Pg. 12

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