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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

A Morte e a Esperança da Ressurreição Segundo a Bíblia

 KLEMENS RABELO

A Morte e a Esperança da Ressurreição Segundo a Bíblia

“Quem é que pode viver e não ver a morte?” (Salmo 89:48).


No livro da vida estão escritos os nomes de todos os seres humanos salvos por Jesus Cristo. Depois da morte, o que resta dos candidatos à salvação é o nome registrado nesse livro. O destino de cada pessoa depende de sua relação com Cristo. A pessoa pertence a Cristo ou está do outro lado.

O Apocalipse faz sete referências ao livro da vida (Apocalipse 3:5; 13:8; 17:8; 20:12, 15; 21:27; 22:19). Filipenses 4:3 também menciona esse registro, assim como Salmo 69:28. Somente entrarão na cidade santa aqueles que tiverem o nome escrito no livro da vida do Cordeiro. Essa informação pertence exclusivamente a Deus, pois somente Ele conhece os nomes registrados. Feliz é aquele que tem seu nome nesse livro! Mas qual é o critério divino para registrar alguém ali? Aceitar Jesus Cristo como Salvador pessoal e viver de acordo com seus ensinamentos.
Além do livro da vida, cada ser humano tem seu próprio livro. Trata-se de uma espécie de diário, escrito fielmente pelos anjos. Salomão afirma que Deus nos julgará por todos os nossos atos, inclusive aqueles que praticamos em segredo, sejam bons ou maus. Os anjos registram nossas ações nesses livros.
A Bíblia apresenta tanto o livro da vida, no singular, quanto os livros que registram as obras humanas, no plural. Daniel 7:10 declara: “O tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos”. Apocalipse 20:12 acrescenta: “Os mortos foram julgados segundo o que haviam feito, conforme o que estava registrado nos livros”. Observe que Daniel e Apocalipse empregam a palavra no plural. Cada pessoa tem seu próprio livro. A caneta está nas mãos do anjo, mas nós fornecemos a história, os fatos e os argumentos que ele registra.
Cada nascer do sol oferece a oportunidade de reescrever nossa história. O dia de hoje permite fazer diferente. Podemos construir um futuro melhor, embora não possamos apagar o passado. O profeta Jeremias traz alento ao afirmar: “O amor do Senhor não tem fim! Suas misericórdias são inesgotáveis. Grande é sua fidelidade; suas misericórdias se renovam cada manhã”. Aproveite o dia de hoje para começar uma nova história.
Até aqui, vimos dois tipos de livros: o livro da vida e o diário de cada pessoa. Apocalipse 20:12 declara que os mortos serão julgados pelas coisas registradas nos livros, segundo suas obras. Chegamos, então, ao assunto central deste texto: a morte. O que significa estar morto segundo a Bíblia?
Compreender o estado da morte é fundamental para entender o plano da salvação de Deus. Esse conhecimento também orienta nossas escolhas e define a maneira como conduzimos a vida. O inimigo de Deus conhece a importância desse assunto. Por isso, procurou distorcer a palavra divina e apresentar uma interpretação contrária ao que Deus revelou.

1. A morte segundo o conceito bíblico

Imagine uma pessoa que morre e cuja parte consciente, chamada alma, supostamente imortal, ascende ao Céu. De lá, ela acompanha as lutas e as dificuldades dos familiares que permaneceram na Terra. O Céu seria um lugar de alegria para essa pessoa?
Pense em uma mãe que morre e, segundo essa interpretação, vai para o Céu com sua alma imortal. Seis meses depois, sua filha se casa com uma pessoa cruel, que a maltrata de todas as formas. A filha vive em desespero. A mãe acompanha todo o sofrimento, mas nada pode fazer para socorrê-la. Seria feliz nessa condição? Essa situação se pareceria mais com um inferno do que com o Céu. Deus preparou o Céu como um lugar de alegria. Por essa razão, os seres humanos vão para a sepultura depois da morte, onde permanecem inconscientes até o dia da ressurreição.
A morte ocupa o segundo lugar entre os grandes temas do preâmbulo bíblico. O primeiro é a criação. O relato de Gênesis começa com Deus criando todas as coisas. O escritor apresenta a obra divina sem se preocupar em provar a existência do Criador. Em seguida, introduz o tema da morte, que percorre toda a Bíblia até o último capítulo, quando Deus promete que “não haverá mais morte” (Apocalipse 21:4).
Sob a perspectiva de Jesus Cristo, a morte é um dos assuntos mais importantes da Bíblia, porque Ele veio ao mundo para eliminá-la da existência humana. Em outras palavras, a salvação oferece ao ser humano a oportunidade de recuperar a vida por meio do sacrifício do Messias. Por isso, precisamos compreender o conceito bíblico do estado da morte. O que importa é o que a Bíblia ensina sobre o assunto. Vejamos suas próprias palavras: “Os vivos sabem que vão morrer, mas os mortos não sabem nada. Eles não vão receber mais nada e estão completamente esquecidos. Os seus amores, os seus ódios, as suas paixões, tudo isso morreu com eles. Nunca mais tomarão parte naquilo que acontece neste mundo” (Eclesiastes 9:5, NTLH).
Esse texto apresenta uma afirmação direta: os mortos não pensam, não sentem e não praticam ações. O estado da morte interrompe a consciência e a participação nos acontecimentos deste mundo. O Novo Testamento afirma que somente Deus possui imortalidade (1 Timóteo 6:16). O profeta Ezequiel também declara que a alma que pecar morrerá (Ezequiel 18:4). Portanto, a alma não é imortal. Ela representa a personalidade do indivíduo, sua capacidade de pensar e sentir, que cessa de existir na morte.

2. A origem da vida e a natureza da alma

Gênesis 2:7 apresenta o relato da criação do ser humano. Deus, o Artista por excelência, formou o homem do pó da terra. A composição do corpo humano demonstra essa relação com a terra: quando morremos, nosso corpo retorna ao pó. Os elementos que o constituem são os mesmos encontrados na natureza.
Deus criou o homem à sua própria imagem. Formou um corpo perfeito e belo, mas ainda sem vida. Então, soprou em suas narinas o fôlego da vida. Todo ser humano vive porque possui esse princípio vital. Quando deixa de respirar, morre. Observe as palavras do próprio relato bíblico: depois de receber o fôlego da vida, Adão tornou-se alma vivente. Em outras palavras, a união do corpo com o fôlego de vida produziu um ser vivo. Deus não criou uma entidade independente chamada alma. Ele formou o homem do pó da terra, soprou em suas narinas o fôlego da vida e, como resultado, o coração começou a bater, o sangue passou a circular e o homem adquiriu vida.
A palavra espírito, nesse contexto, significa, em primeiro lugar, fôlego da vida. Representa essa força vital, impessoal, que vem de Deus e, em união com o corpo, produz os fenômenos vitais de um ser humano. Portanto, o homem é resultado da união do corpo com o fôlego de vida que vem de Deus. O ser humano não possui uma alma independente do corpo; ele é uma alma vivente. Com a morte, esse processo se extingue. A alma não constitui outra entidade que sobrevive ao corpo.

3. Deus criou a vida para ser eterna

Deus criou Adão e Eva para viverem eternamente. Isso parece evidente. Imagine Deus criando o primeiro casal e dizendo que eles teriam filhos, que cresceriam, chegariam à idade adulta, envelheceriam e morreriam, um após o outro. Seria essa a finalidade da criação? Nascer para morrer? Deus criou a vida e também a morte? Claro que não. Deus criou a vida, e sua natureza é eterna, porque Deus é eterno. A própria vida demonstra essa eternidade. Seríamos eternos se permanecêssemos ligados ao Senhor da vida.
Jesus Cristo comparou a vida à relação entre o tronco de uma árvore e seus galhos. Quem permanece ligado à árvore vive. Quando o galho se separa dela, morre. Assim como a vida, por natureza, é eterna, a morte também representa uma condição definitiva para o ser humano que não recebe a vida novamente. Caso contrário, perderia o sentido a advertência feita a Adão: se comesse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, morreria. Deus criou a vida para ser eterna, mas estabeleceu uma condição para a criatura: permanecer ligada à fonte da vida. Essa é a consciência de quem reconhece sua origem e compreende que viver significa estar ligado a Deus.
Outro ponto merece atenção. Muitas pessoas acreditam que, ao morrer, o ser humano vai para algum lugar, como o Céu. Se essa interpretação fosse correta, Deus teria criado Adão para passar alguns anos neste planeta, crescer, cumprir uma missão, evoluir espiritualmente, ter filhos, sofrer, acompanhar a morte de familiares e, finalmente, morrer para ir ao Céu. Por que Deus não criou o ser humano diretamente no Céu? Por que o colocou na Terra? Porque este planeta foi o lar planejado para a humanidade. A Terra é a nossa casa.
Algumas pessoas evitam falar sobre a morte porque sentem medo de enfrentá-la. Preferem acreditar em promessas de um Céu depois da morte para aqueles que possuem bom coração. Entretanto, a Bíblia trata do assunto com clareza. A morte encerra a atividade consciente do ser humano. Eclesiastes 9:10 conclui que devemos realizar nossos projetos enquanto temos vida, porque no mundo dos mortos não há trabalho, planos ou conhecimento.

4. A imortalidade da alma e o primeiro engano


Veja a continuação dessa matéria, no link abaixo. não deixe de ler. É muito boa 

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domingo, 1 de novembro de 2026

A Mansidão, Fruto do Espírito

                   A Mansidão, Fruto do Espírito

O mais precioso fruto da santificação é a graça da mansidão. Quando esta graça reina no coração, a disposição é moldada por sua influência. Há uma contínua confiança em Deus e uma submissão da própria vontade à dEle. O entendimento apodera-se de toda verdade divina, a vontade dobra-se diante de todo preceito divino, sem duvidar nem murmurar. A verdadeira mansidão abranda e subjuga o coração e prepara a mente para a palavra impressa. Leva os pensamentos à obediência de Jesus Cristo. Abre o coração à Palavra de Deus, como foi aberto o de Lídia. Coloca-nos com Maria, como aqueles que aprendem, aos pés de Jesus. "Guiará os mansos retamente; e aos mansos ensinará o Seu caminho." Sal. 25:9.

A linguagem dos mansos não é nunca de orgulho. Como o menino Samuel, eles oram: "Fala, Senhor, porque o Teu servo ouve." I Sam. 3:9. Quando Josué foi colocado na elevada posição de honra, como comandante de Israel, desafiou a todos os inimigos de Deus. Seu coração encheu-se de nobres pensamentos quanto a sua grande missão. Contudo, ante a intimação de uma mensagem do Céu, colocou-se na posição de uma criancinha, para ser dirigido. "Que diz meu Senhor ao Seu servo?" (Jos. 5:14) foi sua pergunta. As primeiras palavras de Paulo depois que Cristo Se revelou a ele foram: "Senhor, que queres que faça?" Atos 9:6.

A mansidão, na escola de Cristo, é um dos assinalados frutos do Espírito. É uma graça produzida pelo Espírito Santo como agente santificador, e habilita seu possuidor a controlar, em todo tempo, um temperamento impulsivo e impetuoso. Quando a graça da mansidão é acariciada por aqueles que, naturalmente, são de uma disposição irritadiça e colérica, eles hão de empenhar os maiores esforços para subjugar seu infeliz temperamento. Cada dia ganharão domínio próprio, até que aquilo que é rude e dessemelhante a Jesus seja vencido. Eles se assemelharão ao Padrão divino, até ao ponto de poderem obedecer à inspirada imposição: "Pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar." Tia. 1:19.

Quando um homem professa estar santificado e, todavia, pelas palavras e ações pode ser representado pela fonte impura, fazendo jorrar suas águas amargosas, podemos seguramente dizer: Esse homem está enganado. Ele precisa aprender mesmo os rudimentos que formam a vida de um cristão. Alguns que professam ser servos de Cristo têm, por tão longo tempo, nutrido o espírito de aspereza, que parecem amar o elemento profano e ter prazer em falar palavras que desgostam e irritam. Esses homens precisam converter-se antes que Cristo os reconheça como Seus filhos.

A mansidão é o adorno interior que Deus julga de grande preço. O apóstolo fala dela como sendo mais excelente e valiosa do que o ouro, ou as pérolas, ou vestidos preciosos. Enquanto o adorno exterior embeleza somente o corpo mortal, a virtude da mansidão adorna o coração e põe o homem finito em conexão com o Deus infinito. Este é o ornamento da própria escolha de Deus. Aquele que ornamentou os céus com as esferas de luz, prometeu que, pelo mesmo Espírito, "adornará os mansos com a salvação". Sal. 149:4. Os anjos do Céu registrarão como melhor adornados aqueles que se revestem do Senhor Jesus Cristo e andam com Ele em mansidão e humildade de espírito.

Ellen White - Santificação - Pg - 14 - 16

sábado, 31 de outubro de 2026

A Tesoura e a Agulha

                        A Tesoura e a Agulha 

-Não me toques, menina imprudente, dizia uma Tesoura afiada, cheia de orgulho, a uma humilde Agulha de coser. Não vês que occupo uma posição importante nesta officina?

-Minha senhora, respondeu-lhe a Agulha, longe de mim a idéa de importunal-a. Estou muito quieta aqui na almofada onde me espetaram. Mas, se minha pergunta não é indiscreta, porque julga muito importante seu officio nesta casa?

-Pois não vês? Estou entre os dedos da mestra, cortando as finas sedas de riquissimos vestidos.

Um sabio pedaço de Giz cujo trabalho na officina consistia em traçar as linhas que deveriam nortear a acção da Tesoura, disse a ambas, com sobras de razãos:

-Mais vale a humilde Agulha, com sua irmã d. Linha, que a vaidosa Tesoura, porque o trabalho da Tesoura é cortar, separar, mas o trabalho efficiente da Agulha e da Linha é unir, estreitar, combinar as peças, para dar forma e belleza aos vestidos.

Ha muitos homens neste mundo, continuou o Giz prudente e douto, que só sabem fazer o officio de tesoura: tudo fazem para separar os homens uns dos outros. Felizmente ha outros tambem que se fazem de agulha e linha: trabalham para unir os homens, e aproveital-os, unidos, no serviço da humanidade e de Deus.- O Expositor Christão.

O proprio individuo é uma nova creatura. Teve uma visão do que Deus está realizando na terra, que experiencia é necessaria em sua propria vida afim de passar pelas ultimas scenas da historia terrestre; tem estado cooperando com Deus; tem, dia a dia, entregado seus idolos, renunciado a seus mais acariciados planos, aos pés da cruz. E agora, após este periodo de renuncia, tornou-se um ser humano glorificado. Pois havemos de passar "de gloria em gloria" antes de sermos trasladados com Christo.


Acervo, Revista Adventista 1930

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Pequenas Povoações e Zonas Rurais

 Pequenas Povoações e Zonas Rurais

Ellen White 

Ev - Pag. 45 

Caminhos e Atalhos

Lugares Distantes das Estradas

Ao fazermos planos para a extensão da obra, devemos ter em vista muito mais do que as cidades. Distante das estradas há muitas e muitas famílias que precisam ser cuidadas, a fim de saber se compreendem a obra que Jesus está realizando em favor de Seu povo.

Os que se encontram nos caminhos não devem ser negligenciados; nem os que moram nos valados. E, ao viajarmos de lugar a lugar, passando por uma casa após outra, devemos sempre perguntar: "Já ouviram a mensagem, por acaso, os habitantes destes lugares? A verdade da Palavra de Deus já lhes chegou ao ouvido? Compreendem eles que o fim de todas as coisas está próximo e que estão iminentes os juízos de Deus? Sabem eles que cada alma foi comprada por infinito preço?" Ao meditar sobre estas coisas, meu coração se expande no profundo anseio de ver a verdade levada, em sua simplicidade, aos lares das pessoas que se acham nos caminhos e lugares separados dos centros densamente populosos. ... É nosso privilégio visitá-los e fazer com que se familiarizem com o amor de Deus por eles e com a Sua maravilhosa provisão para salvação de sua alma.

Nesta obra nos caminhos e valados há sérias dificuldades que precisam ser enfrentadas e vencidas. O obreiro, ao sair em busca das almas, não deve temer, nem ficar desanimado, porquanto Deus é seu ajudador e continuará a ajudá-lo. E dará oportunidade aos Seus servos. Manuscrito 15, 1909.

Um Apelo Para Planos Mais Amplos

Nossos planos são, em geral, muito restritos. Devemos ter mais ampla visão. Deus deseja que, em nosso trabalho para Ele, ponhamos em prática os princípios da verdade e da justiça. Sua obra deve desenvolver-se nas cidades, vilas e povoados. ...

Devemos abandonar a visão acanhada e fazer planos mais amplos. Deve haver um mais vasto desenvolvimento da obra, tanto em favor dos que se acham perto como pelos que se encontram distantes. Manuscrito 87, 1907.

Campos Menos Promissores

O campo de trabalho deve ser alargado. A mensagem do evangelho precisa ser proclamada em todas as partes do mundo. Os campos menos promissores têm de receber trabalho fervoroso e resoluto. Os filhos de Deus, zelosos, verdadeiros, abnegados, devem usar todos os conhecimentos que possuem, no sentido de dirigir esta importante obra. Manuscrito 141, 1899.

O Povo do Interior é Mais Facilmente Alcançado

O povo que vive no interior, nos sítios, é muitas vezes mais facilmente alcançado do que o que vive nas cidades densamente populosas. No interior, no meio das cenas da Natureza, o caráter cristão se forma melhor do que dentro da pecaminosidade da vida urbana. Quando a verdade impressionar o coração das pessoas simples e o Espírito de Deus atuar em sua mente, induzindo-as a corresponderem à proclamação da Palavra, então haverá os que se erguem para ajudar a manter a causa do Senhor, tanto com seus recursos como com seu trabalho. Manuscrito 65, 1908.

A Todas as Classes

Homens e mulheres nos caminhos e atalhos devem ser alcançados. Lemos das atividades de Cristo: "E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo." Mat. 9:35. Justamente uma obra como esta deve ser realizada em nossas cidades e vilas, nos caminhos e valados. O evangelho da mensagem do terceiro anjo deve ser proclamado a todas as classes. Manuscrito 7, 1908.

Fazer Ouvir o Convite em Novos Lugares

A obra realizada por nosso Salvador era a de advertir as cidades e ordenar aos obreiros que saíssem das cidades e fossem aos lugares onde a luz nunca fora dada, a fim de erguerem o estandarte da verdade em novos lugares. ... Tenho sido instruída no sentido de que não devemos ter grande ansiedade por agrupar demasiados interesses na mesma localidade, mas procurar pontos em outros distritos mais isolados, e trabalhar em novos lugares. Assim, podem ser alcançadas e convertidas pessoas que não conhecem coisa alguma das preciosas e decisivas verdades para este tempo. O último convite deve ser considerado tão importante em novos lugares neste país, como nas terras distantes. Este aviso foi dado com referência a algumas localidades que não receberam a mensagem. As sementes da verdade precisam ser semeadas em centros que não foram trabalhados. ... Desenvolve um espírito missionário a obra em novas localidades. O egoísmo de manter grandes grupos reunidos não é o plano do Senhor. Entrai em cada novo lugar que seja possível, e começai a obra de instruir nas vizinhanças os que ainda não ouviram a verdade.

Por que nosso Salvador Se empenhou em semear a semente nos lugares afastados? Por que Ele viajou Se afastando lentamente das vilas que tinham sido os lugares de que Se servira para transmitir a mensagem, abrindo-lhes as Escrituras? Havia um mundo para ouvir, e algumas almas aceitariam a verdade que não tinham ainda ouvido. Cristo viajava lentamente e abria as Escrituras em sua simplicidade às mentes que receberiam a verdade. Carta 318, 1908.

Esforços Simultâneos em Cidades Menores

Durante o tempo em que as reuniões campais podem ser realizadas nesta Associação, duas ou três reuniões devem ser celebradas em diferentes lugares, simultaneamente. Há uma época em que estas reuniões não podem ser celebradas. Mas durante os meses em que podemos convenientemente usar as tendas, não devemos restringir nossos esforços às maiores cidades. Devemos dar a mensagem de advertência ao povo, em todos os lugares. Manuscrito 104, 1902.


Evangelismo Pg. 45 - 48

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

A importancia do Culto da Familia

A importancia do   Culto da Familia

Lucilia Rosa de Assunção 


 “E ouviram a voz do Senhor Deus que passeava pelo jardim”

                                        Gen. 3:8

 

   Com esta frase a bíblia introduz o encontro diário da primeira família que existiu na terra, com Deus.

   Adão, Eva, os filhos esperavam por este encontro com o Criador, no entardecer de cada dia.

   No Édem o “culto familiar” acontecia com a presença visível e pessoal do Pai eterno.

   Mais adiante na historia a adoração em família encontra um grande exemplo na vida de Abraão. ”edificou ali um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor” – Gen.8:12

    Ao reunir sua família Gen. 18:17-19, o Senhor expressa:  “Eu sei que Abraão há de ordenar seus filhos e sua casa para que andem nos meus caminhos”

   O plano familiar de Deus para o Éden ainda é o mesmo hoje, e necessita de urgente restauração.

   Nas palavras do profeta Malaquias 4:5,6. A conversão precisa alcançar o coração de toda a família. “Antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor”

   O culto familiar não deve ser circunstancial. – Deve ocupar a primazia sobre as demais atividades do dia. Por mais tarefas que haja.

   No culto da noite podem ser adicionadas algumas novidades.

   - Um verso ou mandamento para memorizar, no dia ou na semana.

   - Uma oração, onde um começa e o outro termina.

   - A noite dos talentos, onde todos tenham a oportunidade de apresentar uma especialidade.

 - O culto do testemunho. Citam bênçãos alcançadas na ultima semana.

   - Culto de gratidão. Por uma benção especial, compra de um carro, uma casa, um bom negócio, emprego, saúde, aprovação escolar, ...

    - O culto da música. Cada um escolhe seu hino preferido

   - História em capítulos. Cada dia um conta pedaço.

   - O culto as mordomia cristã. Uma vez por mês. Quando a família separa seus dízimos e ofertas e os consagra a Deus.

   - O culto Missionário. Uma vez por mês. Quando a família ora por uma pessoa ou um projeto missionário. Ou ainda convida uma família vizinha para fazerem o culto juntos.

   # O estudo da lição da Escola Sabatina em um outro momento do dia, deve receber especial atenção, envolvendo cada faixa etária separadamente.

   “Pais, separai um bocado de tempo cada dia para o estudo da lição da Escola Sabatina juntamente com vossos filhos.” O.C. 511

   Três grandes razões para fazer deste assunto o mais sério da vida:

   1) - A salvação (dos filhos) depende, em grande parte, da educação que lhes é dada na Família .- OC 27

   2) - Havendo mais genuína religião doméstica, haverá mais poder na igreja. - LA 319

   3) - Deus está para cumprir Sua promessa: “Voltarei”, e quer encontrar as famílias  

           Preparadas para voltarem ao Eden, nosso lar real.

· Uma família que ora continuamente, jamais perderá seu rumo, a vida eterna.

 

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. A lição que ficou

 

A lição que ficou

Pag. 2

A questão das origens ultrapassa o campo da ciência e alcança os fundamentos da fé

WELLINGTON BARBOSA


Uma das profissões homenageadas no mês de outubro é a de professor. Em cada fase da minha vida acadêmica, pelo menos um deles se destacou. Guardo na memória muitos ensinamentos importantes que recebi, mas, acima de tudo, momentos que foram cruciais para minha jornada de crescimento espiritual.

Conheci o evangelho em um colégio adventista, na década de 1990. A atenção dos professores, o ambiente escolar e as semanas de oração foram fundamentais para que eu tivesse uma visão geral da mensagem adventista. Contudo, em minhas indagações adolescentes, algumas coisas ainda pareciam não se encaixar. Como conciliar o relato bíblico da criação com o conteúdo evolucionista apresentado, especialmente, nos livros de Biologia? Foi nesse contexto que entrou em cena um professor que fez diferença justamente quando eu precisava tomar uma decisão.

Era um jovem que vinha de uma experiência em um colégio do Noroeste do Brasil e assumia a turma no segundo semestre daquele ano letivo. Na primeira aula, algumas coisas me chamaram atenção: ele confessou ser "viciado em pó de giz" e amar a profissão, tinha um temperamento agradável e uma caligrafia perfeita, além de revelar sua paixão pelo basquetebol. Naquela escola, isso contava muito!

Com sabedoria, conhecimento e "jogo de cintura", o jovem professor conquistou o respeito da classe e avançou com tranquilidade pelos temas e termos peculiares das ciências biológicas. Até que chegou o assunto espinhoso: a origem da vida e o evolucionismo. Naquele ponto, para mim, não estava em jogo apenas assimilar o conteúdo curricular, mas responder a uma pergunta com profundas implicações espirituais.

De maneira detalhada, ele explicou cada ponto do argumento evolucionista, oferecendo-nos o conhecimento necessário para enfrentar o tema no vestibular. Ao mesmo tempo, apresentou contrapontos científicos que enfraqueciam a tese darwiniana e favoreciam o relato bíblico de uma criação intencional e literal realizada por Deus.

Na última aula sobre o tema, ele propôs que avaliássemos o peso das evidências e considerássemos o criacionismo um modelo conceitual, plenamente convergente com o ensino das Escrituras. Para mim, aquilo foi suficiente para escolher uma posição. A experiência não apenas respondeu às minhas dúvidas, mas também solidificou a decisão de ser batizado.

O tema das origens não é periférico na teologia adventista. Na realidade, é central e deve ser compreendido à luz das Escrituras e da verdadeira ciência. Ao aceitar uma interpretação evolucionista das origens, o cristão se depara com uma série de questões que atingem os fundamentos do plano da salvação. Se a morte já existia antes do pecado e fazia parte do processo criativo de Deus, o que significa a queda? Se não houve uma queda histórica, por que precisamos de redenção? E, se o pecado não entrou na história como a Bíblia descreve, o que exatamente Cristo veio restaurar?

Infelizmente, nem todos os nossos jovens têm a oportunidade de contar com professores como o que tive no Ensino Médio, e muitos membros da igreja foram batizados sem refletir profundamente sobre a questão das origens. Por isso, a Igreja Adventista promove, em outubro, o Sábado da Criação. Em apoio à programação das congregações locais, a RA traz, nesta edição, uma avaliação crítica do chamado evolucionismo teísta. Mais do que uma discussão sobre como a vida começou, essa é uma questão que envolve nossa compreensão de Deus, da queda, da morte e do plano da salvação.


WELLINGTON BARBOSA é editor da Revista Adventista


Revista Adventista -  Outubro 2026 - Pg 2

As Multidões das Metrópoles

Milhões nas Cidades Têm que Tomar a Decisões 

As trevas espirituais, que cobrem agora a Terra toda, acham-se intensificadas nos lugares de população densa. É nas cidades das nações onde o obreiro evangélico encontra a maior impenitência e a necessidade mais premente. ...

O registro dos crimes e da iniqüidade, nas grandes cidades da Terra, é apavorante. A iniqüidade dos ímpios é quase incompreensível. Muitas cidades estão-se tornando verdadeiras Sodomas à vista do Céu. O aumento da iniqüidade é tal, que multidões se aproximam rapidamente de uma condição em que, em sua experiência pessoal, ficam de tal maneira que é muito difícil alcançá-las com o vivificante conhecimento da mensagem do terceiro anjo. O inimigo das almas está operando com maestria a fim de controlar a mente humana; e o que os servos de Deus fizerem, no sentido de advertir e preparar os homens para o dia do juízo, deve ser feito com rapidez.

As condições com que se defrontam os obreiros cristãos, nas grandes cidades, constituem um solene desafio para um incansável esforço em favor dos milhões que vivem sob a sombra iminente da condenação. Os homens logo serão obrigados a tomar grandes decisões, e devem ter oportunidade de ouvir e compreender a verdade bíblica, a fim de que se decidam inteligentemente para o lado do bem. Deus está agora chamando Seus mensageiros, de modo positivo para que advirtam as cidades, enquanto a misericórdia ainda perdura e enquanto multidões ainda se acham suscetíveis à transformadora influência das verdades da Bíblia. Review and Herald, 7 de abril de 1910.

Na "Marcha Para a Morte"

Satanás está ativamente em operação em nossas cidades populosas. Sua obra é observada na confusão, na luta e discórdia entre o capital e o trabalho, bem como na hipocrisia que penetrou nas igrejas. Para que os homens não tenham tempo para meditação, Satanás os leva para uma rotina de frivolidades e busca de prazeres, de comidas e bebidas. Enche-os da ambição de se exibirem, para que se exaltem. Passo a passo, o mundo está ficando nas condições que reinavam nos dias de Noé. Todo imaginável crime é cometido. A concupiscência da carne, a soberba dos olhos, a ostentação do egoísmo, o abuso do poder, a crueldade e a força empregados para fazer com que os homens se liguem às confederações e uniões - atando-se a si mesmos em molhos para a queima dos grandes fogos dos últimos dias - tudo isso é operação de instrumentos satânicos. A este círculo de crime e de loucura o homem chama "vida". ...

O mundo que age como se não houvesse Deus, absorto em empreendimentos egoístas, cedo sofrerá repentina destruição, e não escapará. Muitos continuam na descuidada satisfação própria, até que se tornam tão cansados da vida, que se suicidam. Danças, bebedices e o vício de fumar, a satisfação das paixões animais, levam os homens como bois para o matadouro. Satanás opera com toda a sua arte e com seus enganos, para manter os homens marchando, como cegos, para a frente, até que o Senhor Se erga de Seu lugar, para castigar os habitantes da Terra, por causa de suas iniqüidades, quando a Terra exporá seu sangue e não mais enterrará os seus mortos. O mundo inteiro parece estar em marcha para a morte. Manuscrito 139, 1903.

 

Planos Ambiciosos

Homens e mulheres, residentes nestas cidades, estão rapidamente ficando mais e mais enlaçados por seus interesses comerciais. Estão agindo, desesperadamente, no sentido de edificar prédios cujas torres se projetem às alturas do céu. Sua mente está cheia de maquinações e planos ambiciosos. Manuscrito 154, 1902.

Se as Advertências dos Céus Forem Desatendidas

Tenho ordem de declarar a mensagem, dizendo que as cidades onde reina a transgressão, extremamente pecadoras, serão destruídas por terremotos, pelo fogo e por dilúvio. Todo o mundo será advertido de que existe um Deus que demonstrará Sua autoridade divina. Seus invisíveis instrumentos ocasionarão destruição, devastação e morte. Todas as riquezas acumuladas serão como nada. ...

Sobrevirão calamidades - calamidades as mais terríveis, totalmente imprevistas; e estas destruições seguir-se-ão umas às outras. Se atentarem para as advertências que Deus tem feito, e se as igrejas se arrependerem, apegando-se de novo ao seu concerto, então outras cidades podem ser poupadas por algum tempo. Mas se os homens que têm sido enganados continuarem no mesmo caminho em que têm estado a andar, desrespeitando a lei de Deus e apresentando falsidades diante do povo, Deus permitirá que sofram calamidades, para que despertem. ...

O Senhor não rejeitará repentinamente todos os transgressores, nem destruirá nações inteiras; mas Ele castigará cidades e lugares onde os homens se houverem entregado inteiramente aos instrumentos satânicos. As cidades das nações serão tratadas rigorosamente; contudo, não serão castigadas com a extrema indignação de Deus, porque algumas almas ainda se despregarão dos enganos do inimigo, arrepender-se-ão e se converterão, ao passo que as massas estarão entesourando ira para o dia do furor. Manuscrito 35, 1906.

 

Despertar o Povo

Estando eu em Loma Linda, Califórnia, em 16 de abril de 1906, uma cena assombrosíssima me foi revelada. Numa visão noturna, estava eu numa elevação de onde via as casas sacudidas como o vento sacode o junco. Os edifícios, grandes e pequenos, eram derrubados. Os sítios de recreio, teatros, hotéis e mansões suntuosas eram sacudidos e arrasados. Muitas vidas eram destruídas e os lamentos dos feridos e aterrorizados enchiam o espaço.

Os anjos destruidores, enviados por Deus, estavam atuando. A um simples toque, os edifícios tão solidamente construídos que os homens os consideravam à prova de qualquer perigo, ficavam reduzidos a um montão de escombros. Nenhuma segurança havia em parte alguma. Pessoalmente, eu não me sentia em perigo, mas não posso descrever as cenas terríveis que me foram apresentadas. Dir-se-ia que a paciência divina se tivesse esgotado, e houvesse chegado o dia do juízo.

O anjo que estava ao meu lado me disse, então, que poucas pessoas reconhecem a maldade imperante no mundo atual, especialmente nas grandes cidades. Declarou que o Senhor determinou um dia em que a Sua ira castigará os transgressores pelo persistente menosprezo da Sua lei.

Conquanto terrível, a cena que me foi revelada não me causou tanta impressão quanto as instruções que recebi nessa ocasião. O anjo que estava ao meu lado declarou que a suprema soberania de Deus, o caráter sagrado da Sua lei, devem ser manifestados aos que obstinadamente se recusam a obedecer ao Rei dos reis. Os que preferem permanecer infiéis serão feridos pelos juízos misericordiosos, a fim de que, se possível for, cheguem a despertar e aperceber-se da pecaminosidade do seu procedimento. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 329 e 330.


Ellen White - Evangelismo - Pags 25 - 28

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Obra de Grande Valor

                    Obra de Grande Valor


A obra que o evangelho abrange, como trabalho missionário, é obra positiva, é de grande valor e brilhará mais e mais até ser dia perfeito. Carta 215b, 1899.

Influência que se Aprofunda e se Alarga

A influência destas mensagens se tem aprofundado e alargado, pondo em movimento as forças impelentes de milhares de corações, trazendo à existência instituições de ensino, casas publicadoras, bem como casas de saúde; e todas estas são instrumentos nas mãos de Deus, para a cooperação na grande obra representada pelos primeiro, segundo e terceiro anjos voando pelo meio do céu, a fim de advertirem os habitantes do mundo de que Cristo está para vir de novo, com poder e grande glória. Review and Herald, 6 de dezembro de 1892.

Proclamação da Mensagem em Novos Territórios

Temos a mais solene e difícil mensagem para proclamar ao mundo. Mas demasiado tempo se tem dedicado aos que já conhecem a verdade. Em lugar de gastar tempo com aqueles que já têm tido muitas oportunidades de conhecer a verdade, ide ao povo que nunca ouviu vossa mensagem. Celebrai vossas reuniões campais em cidades em que a verdade não foi proclamada. Alguns assistirão às reuniões e aceitarão a mensagem. Carta 87, 1896.

Os Lugares Novos São os Melhores

Os lugares em que a verdade nunca foi proclamada são os melhores para trabalhar. A verdade deve tomar posse da vontade daqueles que nunca antes a ouviram. Eles verão a maldade do pecado, e seu arrependimento será completo e sincero. O Senhor atuará nos corações que, no passado, poucas vezes receberam apelos, corações que antigamente não haviam visto a enormidade do pecado. Carta 106, 1903.

Se a Verdade Fosse Proclamada Intensivamente

Cidades e mais cidades me foram apresentadas, em necessidade de trabalho evangelístico. Se tivesse havido diligente esforço na obra de tornar a verdade para este tempo conhecida, nas cidades que não estão advertidas, elas não estariam agora impenitentes como se encontram. Da luz que me foi concedida, sei que poderíamos ter hoje milhares mais se regozijando na verdade, se o trabalho tivesse sido realizado conforme exige a situação, de muitas maneiras intensivas. Carta 94a, 1909.

Ellen White - Evangelismo - Pag. 20-22

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