Seguidores

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Sermão para a posse de um prefeito

 Sermão para a posse de um prefeito


INTRODUÇÃO

Disse Rui Barbosa:

 “A pátria não é ninguém: são todos...

Não é um sistema e nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo,

A pátria  é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade”.


ROMANOS.13.1-7

Paulo nos chama atenção para três fundamentos básicos nesta carta.

I - FUNDAMENTO TEOLÓGICO (V.1,2)

O apóstolo declara a razão pela qual todo homem deve estar sujeito às autoridades. Por quê?

Ø As autoridades procedem de Deus, Vs .1a

Ø As autoridades devem reconhecer sua origem, Vs.1b.

 

É por demais eloquente a afirmação de Jesus, perante Pilatos, quando o governador diz que tinha poder para mandar prendê-lo ou soltá-lo. De modo claro, o Senhor afirmou que o poder político que o governador tinha, ele o receberá de cima, ou seja, dos céus.

 

Ø Opor-se a autoridade é resistir à ordenação do altíssimo, vs. 2a.

 

Ø Quebrar a lei ou transgredi-la implica em consequência negativa, vs. 2b.

 

 

II – FUNDAMENTO DA CONSCIÊNCIA (V.5)

 

O segundo fundamento nos admoesta a obedecer ao governo não por medo, mas por questão de consciência. Que!

 

Ø As autoridades são agentes da justiça, vs.3.

 

Ø Trabalham em prol do bem comum, vs.4, I Pd 2.13-17.

 

Ø A função foi estabelecida por Deus, vs.5, Pv. 28.12,28.

 

 

III – FUNDAMENTO DOS DEVERES CÍVICOS

 

E por último os deveres cívicos são contemplados como obrigação moral e obediência irrestrita à vontade de Deus.

Ø Isto inclui o pagamento de impostos, v.6-7, Mt. 17.24-27.

Ø Como Cristão, I Tm 2.1-2

Ø Isso tudo, enquanto as autoridades estão cumprindo a sua função dentro dos preceitos morais instituídos por Deus (At.5.29, Dn.3.16-19).

 

CONCLUSÃO

 

Certo homem, depois de muitos anos de trabalho e meditação sobre a melhor maneira de atravessar o rio diante a sua casa, construiu uma pinguela sobre ele. Acontece que os habitantes da aldeia raramente ousavam atravessa-la, por causa da sua precariedade.

Um belo dia apareceu por ali um engenheiro, junto com os habitantes, construíram uma ponte, o que deixou enfurecido o construtor da pinguela.

 A partir daí, ele começou a dizer, para quem quisesse ouvir, que o engenheiro tinha desrespeitado o seu trabalho.- Mas a pinguela ainda esta lá! – respondiam os habitantes. É um monumento aos seus anos de esforços e meditação.

 

- Ninguém a usa - o homem, nervoso, insistia.

 

- O senhor é um cidadão respeitado e nós gostamos do senhor. Acontece que, se as pessoas acham a ponte mais bela e mais útil que a pinguela, o que podemos fazer?

- Ela esta cruzando o meu rio!

 

- Mas senhor, apesar de todo o respeito que temos pelo seu trabalho, queríamos dizer que o rio não é seu. Ele pode ser atravessado a pé, por barco, a nado, de qualquer maneira que desejarmos; se as pessoas preferem cruzar a ponte, porque não respeitar o desejo delas?

 

Finalmente, como podemos confiar em alguém que, ao invés de tentar melhorar a sua pinguela, passa o tempo todo criticando a ponte?

 

Existe gente que, ao invés de tentar melhorar aquilo que faz, procura sempre destruir o que os outros estão tentando fazer melhor.

 

Para que haja mudança para melhor, duas coisas são necessárias, Sonhos e integridade.

 

Exemplo: José do Egito

 

Enquanto os irmãos corriam para aumentar o rebanho de gado e ovelhas, e eles tinham aos milhares, José sonhava em ser o líder do seu povo. Ele sonhava em ser Rei

Sonhava acordado, e sonhava dormindo.

Dois sonhos se destacaram.

1.   Os molhos de trigo

2.   O sol a lua e as estrelas

Por causa de seus sonhos, foi jogado em um poço, depois foi vendido,  tornou-se escravo,

Lá na escravidão, foi alvo da cobiça da mulher do chefe.

Se fosse outro, que se preocupasse em se dar bem teria aceitado a proposta.

Porém ele tinha integridade. Era fiel. Honesto com Deus, com seu chefe, esposa da mulher e  honesto consigo mesmo

Pagou um preço alto, foi parar na prisão. Porem da prisão saiu para o palácio, e o sonho dele se cumpriu. Tornou-se o homem mais poderosos do Egito, depois do Faraó

 

Quais são os sonhos dos senhores, para esta cidade?...

 

Ou o que tem é suficiente?...

 

Ninguém  constrói mais, ou maior, do que os próprios sonhos.

 

Pedro Luduvico sonhou com uma cidade distante da cidade de Goiás, e fez Goiânia.

 

Juscelino, sonhou com uma cidade em meio ao cerrado do centro oeste, e lá está Brasília

 

Siqueira Campos sonhou com uma cidade nova.

 

Diziam, para que?... Tem Paraíso, Ele dizia não serve, eu quero mais que isto, eu quero ponte.

 

Tem Araguaína, não serve. Tem Gurupi, não serve, e Palmas hoje  é realidade

 

Exemplos.


Pergunto aos senhores:

 

Onde é mesmo que será construída a faculdade de Divinópolis?....

 

E o setor industrial de Divinópolis?...

 

E a nova Divinópolis?... O povo precisa saber

 

Os senhores foram escolhidos pelo povo, mas com a permissão de Deus.

 

Nosso dever é apoiá-los, e vosso dever é trabalhar pelo bem comum.

 

Para tanto, precisam praticar, essas qualidades que vocês possuem.

 

Precisam dessas  duas coisas: Sonhos, e Integridade ou fidelidade

Fidelidade, para com Deus, para com vocês mesmos, e para com a comunidade

Que nesta, noite, quando os senhores prestam este culto de gratidão a Deus, por esta oportunidade de servir a esta comunidade, como gestores, e lideres desse povo, rogamos que Deus os inspire, e os capacites para que sejam: o Melhor prefeito, e os melhores vereadores desse estado. 

Que Deus os abençoe.

 

 

”Aqui nos colocamos a disposição para ajudar, a conquistar as melhorias para nossa sociedade”.

 

Música

 

Oração

 

Saída




(Obs. esse sermão eu preguei na posse de um prefeito, de Divinópolis - Tocantins)



 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Aliança Por Meio De Sacrifícios

Aliança Por Meio De Sacrifícios

                 Salmo 50: 5

 

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Romanos 12:1,2

 

"Ajuntem os que me são fiéis, que, mediante sacrifício, fizeram aliança comigo".               Salmo 50: 5

 

Congregai os meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de     sacrifícios. Salmos 50:5

 

O Salmista Davi, se recusou a oferecer a Deus, um sacrifício que não lhe custasse nada.

 

Tudo começou quando ele resolveu contar o exército, sem a orientação de Deus. Salmo 24

Exigiu que Joabe, contasse quantos homens havia no reino, na idade de ir à guerra.

Joabe ponderou que não era necessário fazer isto, afinal, disse Joabe, as guerras eram ganhas por Deus, independentemente do número de soldados. Davi, porém, insistiu, e a palavra dele prevaleceu, e Joabe foi fazer o recenseamento.

No final foi achado, em Israel, 800.000 homens, em Judá, 500.000; total 1.300.000 homens, preparados para a guerra

 

Deus não gostou dessa sua atitude, pois demonstrava mais confiança no poder das armas, do que em seu poder.

O própria Davi, sentiu remorso pelo que fizera Verso 10

Deus resolveu vingasse por esta falta de fé e enviou o profeta Gade com uma péssima noticia.

O País seria castigado por causa dele. Havia três castigos em vista. E ele, Davi, deveria escolher um dos três

a)  Sete anos de fome em toda a terra

b) Três meses de guerra, e eles fugindo dos invasores

c)  Três dias de pandemia, uma peste violenta que iria matar muita gente, (corona vírus)

Davi escolheu a terceira Versos 14, 15

Deus enviou um anjo, para matar o povo.        Morreram 70 mil homens

 

Quando o anjo estava matando o povo, Deus se arrependeu a mandou o anjo parar. Verso 16

Davi, que estava orando no meio do mato, desesperado com as mortes que estavam acontecendo, viu o anjo que matava o povo e pediu para morrer no lugar deles. Verso 17

Não morreu e a pandemia cessou

 

O profeta Gade, foi enviado a Davi, para orientá-lo a fazer um sacrifício, lá no mato, no lugar onde ele havia visto o Anjo

 

O lugar era uma chácara, pertencente a um homem chamado Araúna

Davi agora não foi sozinho, às escondidas, como foi no momento de desespero, para orar

Ele foi agora, com uma grande comitiva de homens, seus ministros, conselheiros e soldados.

Quando Araúna viu aquele exército chegando, tendo o rei Davi à frente, saiu, e prostrou-se perante o rei, em sinal de respeito.

E perguntou:

Porque o rei veio à minha casa, com tanta gente?

Davi respondeu:

Vim comprar tua chácara e alguns bezerros, para fazer um altar aqui, e oferecer um sacrifício a Deus. Verso 21

Araúna disse: Não, pode fazer o sacrifício, a chácara está à disposição e quantos bezerros forem necessários vs. 22, 23

Porém o rei disse a Araúna:

Não, eu vou te comprar pelo devido preço, porque não oferecerei ao meu Deus, sacrifício que não me custem nada

Sacrifícios

 

- Qual o preço do sacrifício que estamos oferecendo a Deus.

- Suas ofertas, trazidas a Deus, valem quanto?

- Que tipo de ofertas você oferece a Deus?

Davi não quis oferecer a Deus, uma oferta que não lhe custasse nada.

E a sua, vale quanto?

O que Deus diz, através do profeta Malaquias, sobre ofertas? Malaquias, 3: 8-10

 

Como eram as ofertas e os dízimos no passado?

 

Como devem ser hoje?

 

Ofertas

Levítico 22: 17 – 25

Deveriam ser sem defeitos

Por que? ... simbolizavam Jesus

 

Para quem eram as ofertas? Para os sacrifícios, eram mortas e queimadas no fogo

 

Dízimos

Levítico 27: 30 – 34

O dízimo não se investigava, se havia defeito ou não.

As ofertas, porém, deveriam ser totalmente puras, sem nenhum defeito

 

Para quem eram os dízimos?

Para os levitas. Números 18: 21 – 24

 

Segundo dízimo

 

Além do dizimo que era para os levitas, havia um segundo dízimo. Deut. 14: 22 – 29

 

Para quem era esse segundo dizimo?

Para o serviço do senhor. Festas, construções, ajudar os pobres, viúvas e necessitados

 

Hoje

 

Ainda há o dever de devolver esses dízimos e ofertas?

 

Sim. São três coisas distintas

 

1.  Ofertas

 

2.  Dízimos dos levitas.

Estes não devem ser usados para outros fins, a não ser a pregação do evangelho. Há muita gente, bem-intencionada, desviando o Santo Dízimo para ajudar os pobres, ajudar em construção de igrejas, ou para outros fins.

 

3.  Dizimo do templo, (festas, viúvas e pobres)

Esse dízimo era usado para custear as festas da igreja, e para ajudar pessoas carentes.

Deveria, a cada três anos, ser guardado em casa, para ter uma reserva para ajudar algum pobre da região

 

Ellen White deixa bem claro esse assunto

“A fim de promover a reunião do povo para serviço religioso, bem como para se fazerem provisões aos pobres, exigia-se um segundo dízimo de todo o lucro. Com relação ao primeiro dízimo, declarou o Senhor: "Aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel." Núm. 18:21. Mas em relação ao segundo Ele ordenou: "Perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o Seu nome, comereis os dízimos do teu grão, do teu mosto, e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias." Deut. 14:23 e 29; Deut. 16:11-14. Este dízimo, ou o seu equivalente em dinheiro, deviam por dois anos trazer ao lugar em que estava estabelecido o santuário. Depois de apresentarem uma oferta de agradecimento a Deus, e uma especificada porção ao sacerdote, os ofertantes deviam fazer uso do que restava para uma festa religiosa, da qual deviam participar os levitas, os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Assim, tomavam-se providências para as ações de graças e festas, nas solenidades anuais, e o povo era trazido à associação com os sacerdotes e levitas, para que pudesse receber instrução e animação no serviço de Deus.

Em cada terceiro ano, entretanto, este segundo dízimo devia ser usado em casa, hospedando os levitas e os pobres, conforme Moisés dissera: "Para que comam dentro das tuas portas, e se fartem." Deut. 26:12. Este dízimo proveria um fundo para fins de caridade e hospitalidade”. Patriarcas e Profetas Pag. 530

Ofertas. Hoje

Qual é a oferta hoje? O que e a quem entregar?

a)  Nosso corpo. Rom. 12:1.  Nós o entregamos a Jesus

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1

b)  Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.  1 Coríntios 6:20

c)  Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 1 Coríntios 6:19

d) E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:23

Assim como no passado, Deus não aceita a oferta do nosso corpo, nossa alma (ou mente) e do nosso espirito, com nenhum defeito

O manco, o cego, o aleijado, o leproso, o surdo, cheio de manchas, Deus não aceita.

Há na igreja, muitos cristãos:

·      Cegos. Estes não irão se salvar. Não me refiro a cegueira física. Falo dos cegos espirituais. Aqueles cegos, que não veem os irmãos na igreja, são capazes de tropeçar nos outros, mas não lhes dá nem um bom dia. Também não sabe nada da Bíblia, é capaz de tropeçar na bíblia dentro de casa, mas não leem

·      Outro tipo de crentes, são os mancos da igreja. Anda sempre capengando. Não sabe se é cristão, ou não. Tem um pé na igreja e outro fora, balança para um lado e para o outro. Estes também se perderão

·      Há também os surdos mudos. Não escutam nem falam. Você tenta explicar, mas não adianta. Ele não ouve. Não fala nada, mas continua fazendo as coisas erradas.

·      Há também os cheios de manchas, os leprosos espirituais. Estes estão cheios de pecados. Tem as mãos sujas, a mente suja, só pensam no pecado e em como dar prejuízo em alguém

·      Tem ainda, os aleijados. Tem as mãos e os pés atrofiados. Não conseguem segurar um folheto, para doar a alguém. Não dão um passo para evangelizar, nem mesmo a vizinhança. Você não pode contar com eles para nada. São, coitados, aleijados espirituais.

·      Nenhum desses terá a salvação. Deus foi muito claro em dizer:

“Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita em vosso favor.
E, quando alguém oferecer sacrifício pacífico ao Senhor, separando dos bois ou das ovelhas um voto, ou oferta voluntária, sem defeito será, para que seja aceito; nenhum defeito haverá nele”.
Levítico 22:20,21

O cego, ou quebrado, ou aleijado, o verrugoso, ou sarnoso, ou cheio de impigens, estes não oferecereis ao Senhor, e deles não poreis oferta queimada ao Senhor sobre o altar. Levítico 22:22

Que devemos fazer?

Sendo assim, o que fazer se todos somos pecadores?

1.  Buscar a Jesus

2.  Entregar nossa vida como oferta a Deus

3.  Entregar nossos bens como ofertas ao criador. Dízimos e ofertas

4.  Nossas ofertas devem ser sem defeitos, ou seja, devem ser integras

5.  As ofertas, em valores, devem ser iguais aos dízimos, também dez por cento

As Palavras de Acusação Não Vêm de Deus

 As Palavras de Acusação Não Vêm de Deus


Deus tem um povo em que todo o Céu se acha interessado, e eles são o único objeto na Terra, precioso ao coração de Deus. Que todos os que lerem estas palavras lhes dêem toda a consideração; pois em nome de Jesus desejo com elas impressionar cada alma. Quando se levanta alguém, de nosso meio ou fora de nós, tendo a preocupação de proclamar uma mensagem que declare que o povo de Deus pertence ao número dos de Babilônia, e que pretenda que o alto clamor é um chamado para sair dela, podereis saber que esse tal não é portador da mensagem de verdade. Não o recebais, não lhe desejeis bom êxito; pois Deus não falou por ele, nem lhe confiou uma mensagem, mas ele correu antes de ser enviado. A mensagem contida no folheto intitulado O Alto Clamor, é um engano. Semelhantes mensagens hão de apresentar-se e delas será declarado serem enviadas de Deus, mas tal declaração será falsa; pois não estão cheias de luz, mas de trevas.

 

Surgirão mensagens de acusação contra o povo de Deus, imitando a obra feita por Satanás em acusar o povo de Deus, e estas mensagens serão proclamadas na mesma ocasião em que Deus diz a Seu povo: "Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti. Porque eis que as trevas cobriram a Terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a Sua glória se verá sobre ti." Isa. 60:1 e 2.

Uma Obra de Engano

Ver-se-á que estes que proclamam mensagens falsas não terão um alto senso de honra e integridade. Enganarão o povo, e porão de mistura com o erro os Testemunhos da irmã White, servindo-se de seu nome para dar influência à sua obra. Escolhem dos Testemunhos certos trechos que acham que podem ser torcidos de modo a apoiar sua atitude e põe-nos numa moldura de falsidade, para que o seu erro tenha peso e seja aceito pelo povo. Dão falsa interpretação e aplicam mal o que Deus deu à igreja para advertir, aconselhar, reprovar, confortar e animar os que constituirão o povo remanescente de Deus. Os que acolhem os Testemunhos como a mensagem de Deus, são por eles abençoados e auxiliados; mas os que os fragmentam, simplesmente para apoiar alguma teoria ou idéia pessoal, para defender um procedimento errado, não serão abençoados e beneficiados por aquilo que ensinam. Pretender que a Igreja Adventista do Sétimo Dia seja Babilônia, é fazer a mesma declaração que faz Satanás, que é um acusador dos irmãos, acusando-os dia e noite perante Deus. Por esse mau emprego dos Testemunhos, almas são levadas à perplexidade, porque não podem compreender a relação dos Testemunhos para com a atitude assumida pelos que se acham no erro; pois Deus deseja que os Testemunhos estejam sempre emoldurados na verdade.

Os que advogam o erro dirão: "O Senhor diz"", "quando o Senhor não falou." Testificam em favor da falsidade, e não da verdade. Se os que têm proclamado a mensagem de ser a igreja Babilônia tivessem empregado o dinheiro gasto na publicação e circulação desse erro, em edificar, em vez de demolir, teriam tornado evidente serem eles o povo que Deus está guiando.

Há uma grande obra a ser feita no mundo, uma grande obra a ser feita nos campos estrangeiros. Têm de ser estabelecidas escolas para que a juventude, as crianças e os de idade madura, possam ser educados o mais rápido possível para entrar nos campos missionários. Há necessidade, não só de pastores para campos estrangeiros, mas de sábios, judiciosos obreiros de todas as espécies. De todas as partes do mundo soa o clamor macedônico: "Passa, e ajuda-nos!" Atos 16:9. Recaindo sobre nós, como recai, toda a responsabilidade de ir e pregar o evangelho a toda a criatura, grande é a necessidade de homens e recursos, e Satanás atua de todos os modos concebíveis para deter os meios e impedir os homens de se empenharem na obra que deveriam estar a fazer. O dinheiro que deveria ser empregado em fazer a boa obra de construir casas de adoração, e estabelecer escolas com o fim de educar obreiros para o campo missionário, preparar rapazes e moças, habilitando-os a sair e trabalhar pacientemente, inteligentemente e com toda a perseverança a fim de que sejam agentes por meio dos quais possa ser preparado um povo que subsista no grande dia de Deus, esse dinheiro é desviado de seu curso de utilidade e bênção, para um curso de dano e maldição.

 

O grande dia de Deus está prestes a nos sobrevir e se apressa muito, e há uma grande obra a fazer e esta deve ser feita com rapidez. Mas vemos que em meio ao trabalho que deve ser feito, há os que professando crer na verdade presente, não sabem como gastar os meios que lhes são confiados, e devido à falta de um coração manso e humilde não vêem quão grande é a obra a fazer. Todos os que aprendem de Jesus serão cooperadores de Deus, mas os que saem a proclamar erros, despendendo tempo e dinheiro num trabalho vão, colocam sobre os verdadeiros obreiros que estão em novos campos crescente responsabilidade, pois em vez de dedicarem seu tempo a advogar a verdade, são obrigados a anular a obra daqueles que estão proclamando falsidades e pretendendo ter a mensagem do Céu.

Se os que têm feito esta espécie de trabalho tivessem sentido a necessidade de atender à oração que Cristo fez a Seu Pai justamente antes de Sua crucifixão - que os discípulos de Cristo fossem um como Ele e o Pai eram um, não estariam desperdiçando os meios que lhes foram confiados e que são tão necessários ao avanço da verdade. Não estariam gastando precioso tempo e habilidade na disseminação do erro, necessitando assim de que o tempo do obreiro seja dedicado à anulação e extinção de sua influência. Trabalho dessa espécie não tem a inspiração de cima, mas de baixo.

"Quem há entre vós que tema ao Senhor e ouça a voz do Seu servo? Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor e firme-se sobre o seu Deus. Todos vós que acendeis fogo e vos cingis com faíscas, andai entre as labaredas do vosso fogo e entre as faíscas que acendestes; isso vos vem da Minha mão, e em tormentos jazereis." Isa. 50:10 e 11. A mensagem dada por aqueles que proclamam que a igreja é Babilônia tem dado a impressão de que Deus não tem uma igreja na Terra.

Uma Igreja Viva

Não tem Deus uma igreja viva? Ele tem uma igreja, mas esta é a igreja militante, e não a igreja triunfante. Entristecemo-nos de que haja membros defeituosos, de que haja joio no meio do trigo. Jesus disse: "O reino dos Céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio? E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Porém ele lhes disse: não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro." Mat. 13:24 e 25, 27-30.

Na parábola do trigo e do joio, vemos a razão de o joio não ser arrancado; era para que o trigo não fosse desarraigado também com o joio. A opinião e o juízo humanos ocasionariam graves erros. Mas para que não se cometesse um erro e uma simples haste de trigo fosse desarraigada, diz o Mestre: "Deixai crescer ambos juntos até a ceifa" (Mat. 13:30); então os anjos arrancarão o joio, que será destinado à destruição. Conquanto em nossas igrejas, que pretendem crer em verdades avançadas, haja pessoas em faltas e erros, como o joio em meio do trigo, Deus é longânimo e paciente. Ele reprova e adverte o errante, mas não destrói os que são vagarosos em aprender a lição que lhes quer ensinar; Ele não desarraiga o joio do meio do trigo. O joio e o trigo devem crescer juntos até a ceifa; quando o trigo chegar ao seu completo desenvolvimento, e pelo caráter que apresentar quando amadurecido, ele se distinguirá perfeitamente do joio.

A igreja de Cristo na Terra será imperfeita, mas Deus não destrói Sua igreja por causa de sua imperfeição. Tem havido e haverá os que se acham possuídos de zelo mas não com entendimento, os quais desejam purificar a igreja e desarraigar o joio do meio do trigo. Mas Cristo proveu luz especial quanto à maneira de tratar os que erram, e os inconversos na igreja. Não devem os membros da igreja tomar alguma resolução espasmódica, zelosa, precipitada, ao excluir os que eles porventura considerem de caráter defeituoso. O joio aparecerá entre o trigo; mas causaria maior dano extirpá-lo - a menos que fosse do modo designado por Deus - do que deixá-lo crescer. Ao mesmo tempo que o Senhor traz para a igreja os verdadeiramente convertidos, Satanás traz para sua comunhão pessoas não convertidas. Enquanto Cristo semeia a boa semente, Satanás semeia o joio. Duas influências oponentes se exercem continuamente sobre os membros da igreja. Uma influência atua a favor da purificação da igreja, e a outra a favor da corrupção do povo de Deus.


Ellen White

Livro Mens. Escolhidas Pag. - 41 - 46

domingo, 12 de abril de 2026

Organização e Desenvolvimento

 

TM - Pag. 24 

Faz já quarenta anos que foi introduzida a organização entre nós, como um povo. Fiz parte daqueles que tiveram experiência ao estabelecê-la desde o princípio. Conheço as dificuldades que tiveram de ser enfrentadas, os males que ela se destina a corrigir, e tenho notado sua influência em relação com o crescimento da causa. Na fase inicial da obra, Deus nos deu luz especial sobre este ponto, e esta luz, juntamente com as lições que a experiência nos ensinou, deveria ser tida em cuidadosa consideração.

Desde o início, nossa obra teve caráter empreendedor. Reduzido era o nosso número, e em sua maior parte procedente das classes pobres. Nossas idéias eram quase desconhecidas do mundo. Não tínhamos casas de culto, possuíamos poucas publicações, e reduzidíssimos recursos para levar avante a nossa obra. As ovelhas estavam esparsas pelas estradas e caminhos, nas cidades, aldeias e matas. Os mandamentos de Deus e a fé de Jesus eram a nossa mensagem.

Unidade de Fé e de Doutrina

Meu esposo, juntamente com os Pastores José Bates, Stephen Pierce, Hiram Edson, e outros que eram fervorosos, nobres e fiéis, estava entre os que, depois da passagem do tempo em 1844, buscaram a verdade como a um tesouro escondido.

Reuníamo-nos sentindo angústia de alma, a fim de orar para que fôssemos um na fé e doutrina; pois sabíamos que Cristo não está dividido. Cada vez tomávamos um ponto para assunto de nossa pesquisa. Abriam-se as Escrituras com sentimento de temor. Jejuávamos freqüentemente, a fim de pôr-nos em melhor disposição para compreender a verdade.

 

Se depois de fervorosa oração, não compreendíamos algum ponto, o discutíamos, e cada qual exprimia livremente sua opinião. De novo então nos curvávamos em oração, e ardentes súplicas ascendiam ao Céu para que Deus nos ajudasse a ver de uma mesma maneira, para que fôssemos um, como Cristo e o Pai são um. Muitas lágrimas eram derramadas.

Assim passávamos muitas horas. Algumas vezes passávamos a noite toda em solene busca das Escrituras, para compreender a verdade para o nosso tempo. Em algumas ocasiões o Espírito de Deus descia sobre mim, e porções difíceis eram esclarecidas pelo modo indicado por Deus, e havia então perfeita harmonia. Éramos todos de um mesmo pensamento e espírito.

Procurávamos muito ansiosamente que as Escrituras não fossem torcidas para adaptarem-se às opiniões de qualquer pessoa. Procurávamos fazer com que nossas divergências de opiniões fossem tão pequenas quanto possível, não insistindo nós sobre pontos que eram de menos importância, a respeito dos quais havia opiniões divergentes. A preocupação de toda alma, porém, era promover entre os irmãos uma condição que correspondesse à oração de Cristo para que Seus discípulos pudessem ser um, assim como o são Ele e o Pai.

Algumas vezes um ou dois irmãos obstinadamente se punham à opinião apresentada, e agiam de acordo com os sentimentos naturais do coração; quando, porém, essa disposição aparecia, suspendíamos nossas pesquisas e adiávamos a reunião, para que cada um tivesse a oportunidade de buscar a Deus em oração, e sem consulta com outrem estudasse o ponto de divergência, rogando luz do Céu. Com expressões de amizade nos despedíamos, para de novo reunirmo-nos tão breve quanto possível, para mais pesquisas. Por vezes o poder de Deus descia sobre nós de uma maneira assinalada, e, quando a clara luz revelava os pontos da verdade, chorávamos e regozijávamo-nos juntamente. Amávamos a Jesus, e amávamo-nos uns aos outros.

O nosso número aumentava gradualmente. A semente lançada era regada por Deus, que a fazia crescer. A princípio reuníamo-nos para o culto e apresentávamos a verdade àqueles que vinham para ouvir, em casas particulares, em celeiros, bosques e edifícios escolares; não demorou muito tempo, porém, e pudemos construir humildes casas de oração.

A Adoção da Ordem Eclesiástica

Aumentando o nosso número, tornou-se evidente que sem alguma forma de organização, haveria grande confusão, e a obra não seria levada avante com êxito. A organização era indispensável para prover a manutenção dos pastores, para levar a obra a novos campos, para proteger dos membros indignos tanto as igrejas como os pastores, para a conservação das propriedades da igreja, para a publicação da verdade pela imprensa, e para muitos outros fins.

Havia, no entanto, entre nosso povo um forte sentimento contrário à organização. Os adventistas do primeiro dia opunham-se à organização, e a maior parte dos adventistas do sétimo dia entretinham as mesmas idéias. Buscamos o Senhor em oração fervorosa para que pudéssemos compreender Sua vontade; e Seu Espírito nos iluminou, mostrando-nos que deveria haver ordem e perfeita disciplina na igreja, e era essencial a organização. Método e ordem manifestam-se em todas as obras de Deus, em todo o Universo. A ordem é a lei do Céu, e deveria ser a lei do povo de Deus sobre a Terra.

Tivemos uma árdua luta para estabelecer a organização. Apesar de o Senhor dar testemunho após testemunho a esse respeito, a oposição era forte, e teve de ser enfrentada repetidas vezes.

 

Sabíamos, porém, que o Senhor Deus de Israel nos estava dirigindo e guiando pela Sua providência. Empenhamo-nos na obra da organização, e uma evidente prosperidade acompanhou esse movimento progressista.

Como o desenvolvimento da obra nos impelisse a novos empreendimentos, dispusemo-nos a começá-los. O Senhor nos dirigiu o espírito para a importância da obra educativa. Vimos a necessidade de escolas, para que nossos filhos pudessem receber instrução isenta dos erros da falsa filosofia, e sua educação estivesse em harmonia com os princípios da Palavra de Deus. A necessidade de instituições de saúde fora-nos encarecida, para auxílio e instrução de nosso próprio povo, e como meio de beneficiar e esclarecer a outros. Este empreendimento foi também levado avante. Tudo isto era obra missionária da mais elevada espécie.

Ellen White 

Livro Test. Para Ministros  Pag 24 = 27

Postagens de Destaque