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domingo, 5 de abril de 2026

O Perigo de Rejeitar a Verdade


II Advertências Fiéis e Sinceras

O Perigo de Rejeitar a Verdade

Cooranbong, Austrália, 30 de maio de 1896

Prezado Irmão ______:

Voltava eu de uma reunião de oração. Sobreveio-me o espírito de intercessão, e fui induzida à oração mais sincera pelas almas de Battle Creek. Eu compreendo o perigo em que estão. O Espírito Santo de maneira especial me moveu a elevar petições em seu favor.

Deus não é o autor de coisa alguma pecaminosa. Ninguém deve temer ser singular se o cumprimento do dever assim o exige. Se evitar o pecado nos torna singulares, então a nossa singularidade é meramente a distinção entre a pureza e a impureza, a justiça e a injustiça. Porque a multidão prefere o caminho da transgressão, escolheremos nós o mesmo? É-nos dito plenamente pela inspiração: "Não seguirás a multidão para fazeres o mal." Êxo. 23:2. Nossa posição deve ser claramente declarada: "Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor." Jos. 24:15.

"No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. NEle, estava a vida, e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." João 1:1-5 e 14.Oxalá cada um daqueles


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cujo nome está escrito nos livros da igreja pudesse de coração pronunciar essas palavras. Os membros da igreja devem saber por experiência o que o Espírito Santo fará por eles. Abençoará o que O recebe e o tornará uma bênção. É de lamentar que nem todos estejam orando pelo sopro vital do Espírito, porquanto estaremos prestes a perecer se não o sentirmos.

Devemos orar pelo derramamento do Espírito, como remédio para os doentes de pecado. A igreja precisa estar convertida. E por que nos não prostramos diante do trono da graça, como representantes da igreja e, com coração submisso e espírito contrito, suplicamos fervorosamente que o Espírito Santo seja derramado do Alto sobre nós? Oremos para que quando Ele for graciosamente concedido nosso frio coração seja reavivado, e possamos ter discernimento para compreender que Ele vem de Deus, e recebê-Lo com alegria. Alguns tratam o Espírito como a um hóspede que não é bem-vindo, recusando receber o rico dom, recusando reconhecê-Lo, dEle se desviando, e O condenando como fanatismo.

Quando o Espírito Santo trabalha sobre o agente humano, não nos pergunta de que maneira atuará. Freqüentemente move-Se de maneira inesperada. Cristo não veio como os judeus esperavam, Ele não veio de maneira que os glorificasse como nação. Seu precursor veio para Lhe preparar o caminho, convidando o povo a se arrepender de seus pecados, a se converter e ser batizado. A mensagem de Cristo era: "O reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho." Mar. 1:15. Os judeus recusaram-se a receber a Cristo porque não veio conforme sua expectativa. As idéias de homens finitos eram consideradas infalíveis porque estavam encanecidas pela idade.

Este é o perigo a que a igreja está agora exposta - o de que as invenções de homens finitos determinem


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a maneira precisa em que o Espírito Santo deve vir. Embora não queiram reconhecê-lo, alguns já o têm feito. E porque o Espírito deve vir não para louvar o homem ou edificar-lhe as errôneas teorias, mas para convencer o mundo do pecado e da justiça e do juízo, muitos se afastarão dEle. Não desejam ser privados das vestes de sua justiça própria. Não desejam trocar sua própria justiça, que é injustiça, pela justiça de Cristo, que é a verdade pura e não adulterada. O Espírito Santo não lisonjeia o homem, tampouco atua segundo as idéias de qualquer homem. Não devem os homens finitos e pecaminosos manejar o Espírito Santo. Quando Este vier como um reprovador por meio de qualquer instrumento humano que Deus escolher, é o dever do homem ouvir e obedecer-Lhe a voz.


Ellen White. - Test. Para Ministros. Págs. 63 - 65

A Atuação do Espírito Santo

          A Atuação do Espírito Santo

Pouco antes de deixá-los, Cristo deu aos discípulos a promessa: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-Me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da Terra." Atos 1:8. "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos." Mat. 28: 19 e 20. Enquanto essas palavras Lhe estavam nos lábios, ascendeu, recebendo-O uma nuvem de anjos e O escoltando até à cidade de Deus. Voltaram os discípulos a Jerusalém, sabendo agora, com certeza, que Jesus era o Filho de Deus. Sua fé estava desanuviada e eles esperavam, preparando-se pela oração e pela humilhação do coração diante de Deus, até vir o batismo do Espírito Santo.

"E cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do Céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." Atos 2:1-4. Havia nessa assembléia zombadores, que não reconheceram a obra do Espírito Santo e disseram: "Estão cheios de mosto." Atos 2:13.

"Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo esta a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel." Atos 2:14-16. Lede a história. O Senhor estava atuando a Seu modo; mas houvesse tal manifestação entre nós, a quem são chegados os fins dos séculos, e não haveria tais zombadores, como naquela ocasião? Os que não ficaram sob a influência do Espírito Santo, não a compreenderam. Para esta classe os discípulos pareciam homens embriagados.

Testemunhas da Cruz

Depois do derramamento do Espírito Santo, os discípulos, vestidos da armadura divina, saíram como testemunhas, para contar a maravilhosa história da manjedoura e da cruz. Eram homens humildes, mas saíram com a verdade. Após a morte de seu Senhor eram um grupo indefeso, desapontado e desanimado - como ovelhas sem pastor; mas agora saem como testemunhas da verdade, sem outra arma senão a Palavra e o Espírito de Deus para triunfar sobre toda a oposição.

Seu Salvador fora rejeitado e condenado, e pregado na ignominiosa cruz. Os sacerdotes judeus e príncipes haviam declarado com escárnio: "Salvou os outros e a Si mesmo não pode salvar-Se. Se é o rei de Israel, desça, agora, da cruz, e creremos nEle." Mat. 27:42. Mas essa cruz, esse instrumento de vergonha e tortura, trouxe esperança e salvação ao mundo. A igreja se reuniu; seu desespero e consciente inutilidade os abandonara. Seu caráter fora transformado e eles se uniram pelos laços do amor cristão. Embora não tivessem riquezas, embora fossem contados pelo mundo como meros pescadores ignorantes, foram feitos pelo Espírito Santo testemunhas de Cristo. Sem honras ou reconhecimento terrenos, eram os heróis da fé. De seus lábios saíram palavras de eloqüência e poder divino que abalaram o mundo.

O terceiro, quarto e quinto capítulos de Atos, dão um relato de seu testemunho. Os que rejeitaram e crucificaram o Salvador esperavam ver os discípulos desanimados, abatidos e prontos para negar a seu Senhor. Com espanto ouviram o testemunho claro e ousado, dado sob o poder do Espírito Santo. As palavras e obras dos discípulos representaram as palavras e obras de seu Mestre; e todos os que os ouviam diziam: Estes aprenderam de Jesus. Eles falam como Ele falava. "E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça." Atos 4:33.

Os principais dos sacerdotes e autoridades julgavam-se competentes para decidir o que os apóstolos deveriam fazer e ensinar. Ao saírem por todas as partes pregando a Jesus, os homens que estavam sob a atuação do Espírito Santo fizeram muitas coisas que os judeus não aprovavam. Havia perigo de que as idéias e doutrinas dos rabinos fossem desacreditadas. Criavam os apóstolos um maravilhoso reavivamento. O povo levava para a rua os seus doentes, e os afligidos por espíritos imundos; as multidões se aglomeravam ao seu redor e os que haviam sido curados davam louvores a Deus e glorificavam o nome de Jesus, Aquele mesmo que os judeus haviam condenado, escarnecido, sobre quem haviam cuspido, a quem haviam coroado de espinhos e feito com que fosse açoitado e crucificado. Esse Jesus era exaltado acima dos sacerdotes e governadores. Até mesmo declaravam os apóstolo haver Ele ressuscitado dos mortos. Decidiram as autoridades judaicas que esta obra precisava e devia ser impedida, pois demonstrava que eram culpados do sangue de Jesus. Viam que os conversos à fé se estavam multiplicando. "E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais." Atos 5:14.


Ellen White. - Test. Para Ministros Pags. 65 - 68

sábado, 28 de março de 2026

Instrução aos Discípulos

                      Instrução aos Discípulos


Questões há nos Testemunhos escritos que não são para o mundo em geral, mas para os filhos de Deus crentes, e não é próprio tornar públicos para o mundo instruções, advertências, reprovações ou conselhos dessa espécie. O Redentor do mundo, o Enviado de Deus, o maior Mestre que os filhos dos homens já conheceram, apresentou algumas questões instrutivas, não para o mundo, mas somente para os Seus discípulos. Embora tivesse mensagens destinadas às grandes multidões que O acompanhavam, também tinha alguma luz e instrução especial a comunicar aos Seus seguidores, as quais não comunicava à grande congregação, visto que elas nem seriam por ela compreendidas nem apreciadas. Enviou Seus discípulos a pregar, e ao voltarem de seu primeiro trabalho missionário, e terem várias experiências a relatar quanto a seu êxito na pregação do evangelho do reino de Deus, Ele lhes disse: "Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco." Mar. 6:31. Num lugar de reclusão comunicou Jesus a Seus discípulos as instruções, conselhos, avisos e correções que Ele viu serem necessários na sua espécie de trabalho; mas a instrução que então lhes deu não devia ser lançada a esmo ao grupo promíscuo, pois Suas palavras se destinavam apenas aos Seus discípulos.

Em várias ocasiões em que o Senhor realizara obras de cura, ordenou Ele àqueles a quem abençoara que a ninguém contassem o que fizera. Devem eles ter ouvido Suas exortações e reconhecido que Cristo não exigira levianamente silêncio de sua parte, mas tinha uma razão para Sua ordem, e de modo algum deviam ter desrespeitado o Seu expresso desejo. Deveria ter-lhes sido suficiente saber que Ele desejava que observassem o seu conselho, e que tinha boas razões para Seu premente pedido. Sabia o Senhor que ao curar o enfermo, ao realizar milagres para restaurar a vista dos cegos, e para a purificação do leproso, punha em perigo Sua própria vida, pois se os sacerdotes e príncipes não aceitassem as evidências de Sua missão divina que Ele lhes deu, haveriam de interpretar mal, dizer falsidades e contra Ele fazer acusações. É verdade que Ele fez abertamente muitos milagres, contudo, em muitos casos, pediu que aqueles a quem abençoara a ninguém contassem o que por eles fizera. Ao se levantar o preconceito, ao serem alimentados a inveja e o ciúme, e Seu caminho embargado, abandonou as cidades e foi à procura dos que ouviriam a verdade que Ele veio transmitir e a apreciariam.

Achou o Senhor Jesus necessário esclarecer muitas coisas aos discípulos, coisas essas que Ele não revelou às multidões. Tornou-lhes claramente manifestas as razões do ódio demonstrado para com eles pelos escribas, fariseus e sacerdotes, e lhes falou de Seu sofrimento, traição e morte. Mas para o mundo não tornou tão claras essas questões. Tinha advertências a dar a Seus seguidores, e diante deles desdobrou os tristes acontecimentos que haviam de ocorrer, e o que eles deviam esperar. Deu a Seus seguidores preciosa instrução que até nem mesmo eles compreenderam senão depois de Sua morte, ressurreição e ascensão. Ao ser o Espírito Santo derramado sobre eles, foram-lhes todas essas coisas trazidas à lembrança, tudo o que Ele lhes dissera.


Ellen White

Test. Para  Ministros Págs..  34 - 36

A Igreja Remanescente não é Babilônia

                  A Igreja Remanescente não é Babilônia


Muito me entristeci ao ler o folheto publicado pelo irmão S. e pelos que com ele se associam na obra que está fazendo. Sem meu consentimento, têm eles feito seleções dos Testemunhos e as inseriram no folheto que publicaram, para dar a aparência de que meus escritos apóiam e aprovam a posição que advogam. Ao fazê-lo, fazem o que nem é justo nem correto. Ao tomarem desautorizadas liberdades, apresentam ao povo uma teoria que engana e destrói. Em tempos passados, muitos outros fizeram a mesma coisa, e deram a parecer que os Testemunhos apoiavam posições que eram insustentáveis e falsas.

Tenho recebido luz no sentido de que a posição assumida pelo irmão S. e seus simpatizantes não é verdadeira, mas um dos "eis aqui" e "eis ali" que caracterizam os dias em que vivemos. Como exemplo da maneira em que o irmão S. compilou este folheto, relatarei o seguinte incidente: Escrevi uma carta particular a um de nossos pastores, e de maneira bondosa, pensando que isso seria um auxílio ao irmão S., esse irmão lhe enviou uma cópia dela, mas em vez de a considerar como uma questão para o seu auxílio pessoal, ele imprime porções dela num panfleto, como Testemunho não publicado, para apoiar a posição que ele assumira. É isso honroso? Nada há no Testemunho para apoiar a posição mantida pelo irmão S.; mas ele faz mau uso disto, como muitos fazem com as Escrituras, para prejuízo de sua própria alma e da dos outros. Deus julgará os que tomam desautorizada liberdade fazendo uso de meios desonrosos com o fim de dar caráter e influência àquilo que eles consideram como sendo uma verdade. Usando uma carta particular enviada a outra pessoa, abusa o irmão S. dos bondosos esforços envidados por alguém que o desejava ajudar. As facções que publicaram o folheto sobre o Alto Clamor, e a queda de todas as igrejas, evidenciam que o Espírito Santo de Deus não está atuando com eles. "Por seus frutos os conhecereis." Mat. 7:16.

Os que recebem os folhetos que advogam essa falsa posição, terão a impressão de que eu a apóio, e de que estou unida com esses obreiros na proclamação daquilo que eles chamam a "nova luz". Sei que sua mensagem está misturada com a verdade, mas a verdade é mal aplicada e torcida pela sua ligação com o erro. Quero dizer ao irmão que enviou a esses homens a cópia da carta que eu lhe escrevi, que nenhum pensamento tenho de censurá-lo, e ninguém deve fazer-lhe a mínima censura quanto a este assunto. Se eu fizesse um mau juízo e o censurasse, quando seus motivos e intenções eram bons, incorreria no desagrado de Deus. Se o irmão que ele desejou ajudar tomou liberdades, e traiu a sua confiança, não censure a si mesmo, nem se aflija pelos resultados da infidelidade dele.


Ellen White.

Test. para ministros Pags, 32 - 34

domingo, 22 de março de 2026

A Igreja, a Propriedade de Deus

                               

                                      A Igreja, a Propriedade de Deus


A igreja é a propriedade de Deus, e Deus constantemente dela Se lembra ao estar ela no mundo sujeita às tentações de Satanás. Cristo nunca Se esquece dos dias de Sua humilhação. Passadas as cenas de Sua humilhação Jesus nada perdeu de Sua humanidade. Tem o mesmo amor terno e compassivo e sempre Se compadece dos ais humanos. Sempre tem em mente que foi um Varão de dores, familiarizado com a tristeza. Não Se esquece do povo que representa, que se está esforçando por manter a Sua espezinhada lei. Sabe que o mundo que O odiou, odeia-os também. Embora Jesus Cristo tenha entrado nos Céus, ainda há uma corrente viva que liga os Seus crentes ao Seu coração de infinito amor. O mais humilde e fraco é ligado intimamente ao Seu coração por um elo de simpatia. Nunca Se esquece Ele de que é o nosso representante, de que tem a nossa natureza.

Jesus vê na Terra a Sua igreja verdadeira, cuja maior ambição é com Ele cooperar na grande obra de salvar almas. Ouve-lhes as orações, apresentadas em contrição e poder, e a Onipotência não lhes pode resistir aos rogos para a salvação de qualquer membro provado e tentado do corpo de Cristo. "Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos Céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno." Heb. 4:14-16. Jesus sempre vive para interceder por nós. Por nosso Redentor, que bênçãos não poderá o verdadeiro crente receber? A igreja, prestes a entrar no seu mais duro conflito, será para Deus o objeto mais querido na Terra. A confederação do mal será estimulada com poder de baixo e Satanás lançará todo o opróbrio possível sobre os escolhidos que ele não pode enganar e iludir com suas invenções e falsidades satânicas. Mas, exaltado "a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados" (Atos 5:31), fechará Cristo, nosso Representante e Cabeça, o coração, ou encolherá Sua mão, ou falsificará Sua promessa? - Não; nunca, nunca.


Identificado com Sua Igreja

Deus tem uma igreja, um povo escolhido; e pudessem todos ver como eu tenho visto, quão intimamente Cristo Se identifica com Seu povo, não se ouviria uma mensagem como essa que denuncia a igreja como Babilônia. Deus tem um povo que é Seu coobreiro e este tem avançado direito, tendo em vista a Sua glória. Ouvi a oração de nosso representante nos Céus: "Pai, aqueles que Me deste, quero que, onde Eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a Minha glória." João 17:24. Oh, como o Líder divino almejava ter Sua igreja consigo! Com Ele haviam comungado em seus sofrimentos e humilhação, e é a Sua mais elevada alegria tê-los consigo, para serem participantes de Sua glória. Cristo reivindica o privilégio de ter Sua igreja consigo. "Quero que, onde Eu estiver, também eles estejam comigo." João 17:24. Tê-los consigo, está de acordo com o concerto da promessa e o pacto feito com Seu Pai. Reverentemente, apresenta Ele, no trono da graça, a consumada redenção para Seu povo. O arco da promessa circunda nosso Substituto e Penhor ao lançar Sua amorável petição: "Pai, aqueles que Me deste quero que, onde Eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a Minha glória." João 17:24. Contemplaremos o Rei em Sua beleza e a igreja será glorificada.

Como Davi, podemos agora orar: "Já é tempo de operares, ó Senhor, pois eles têm quebrantado a Tua lei." Sal. 119:126. Têm os homens prosseguido na desobediência à lei de Deus, até alcançarem um grau de insolência sem paralelo. Os homens estão se educando na desobediência e apressadamente se aproximam do limite da paciência e do amor de Deus, e Deus certamente intervirá. Certamente Ele vindicará Sua honra e reprimirá a iniqüidade prevalecente. Será o povo que guarda o mandamento de Deus arrastado na iniqüidade dominante? Por ser a lei de Deus alvo de escárnio universal, serão tentados a pensar menos nessa lei que é o fundamento de Seu governo, tanto no Céu como na Terra? - Não. Para Sua igreja, Sua lei se torna mais preciosa, santa e digna de honra ao lançarem os homens sobre ela escárnio e desprezo. Como Davi, podem dizer: "Eles têm quebrantado a Tua lei. Pelo que amo os Teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino. Por isso, tenho, em tudo, como retos todos os Teus preceitos e aborreço toda a falsa vereda." Sal. 119:126-128.

A igreja militante não é agora a igreja triunfante; mas Deus a ama, e descreve pelo profeta como Ele Se opõe e resiste a Satanás, que veste os filhos de Deus nos trajes mais negros e corruptos, e pleiteia o privilégio de destruí-los. Os anjos de Deus protegiam-nos dos assaltos do inimigo. Diz o profeta:

"E me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se Lhe opor, mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreende, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo? Ora Josué, vestido de vestes sujas, estava diante do anjo. Então, falando, ordenou aos que estavam diante dEle, dizendo: Tirai-lhe estas vestes sujas. E a ele lhe disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade, e te vestirei de vestes novas. E disse Eu: Ponham-lhe uma mitra limpa sobre a sua cabeça. E puseram uma mitra limpa sobre a sua cabeça, e o vestiram de vestes; e o anjo do Senhor estava ali. E o anjo do Senhor protestou a Josué, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Se andares nos Meus caminhos, e se observares as Minhas ordenanças, também tu julgarás a Minha casa e também guardarás os Meus átrios, e te darei lugar entre os que estão aqui." Zac. 3:1-7.


Mestres que Devem Ser Evitados

Quando homens se levantam, pretendendo ter uma mensagem de Deus, mas em vez de combaterem contra os principados e potestades, e os príncipes das trevas deste mundo, eles formam um falso esquadrão, virando as armas de guerra contra a igreja militante, tende medo deles. Não possuem as credenciais divinas. Deus não lhes deu tal responsabilidade no trabalho. Eles desejam derrubar aquilo que Deus deseja restaurar pela mensagem de Laodicéia. Ele só fere para poder curar e não para fazer perecer. O Senhor não confere a nenhum homem uma mensagem que desanimará e desalentará a igreja. Ele reprova, censura, castiga; mas é apenas para poder restaurar e aprovar afinal. Quanto se alegrou meu coração com o relatório da Associação Geral de que muitos corações foram abrandados e conquistados, que muitos fizeram humildes confissões, e removeram da porta do coração o entulho que conserva fora o Salvador! Que alegria tive ao saber que muitos deram as boas-vindas a Jesus como hóspede permanente! Como é que estes folhetos que denunciam a Igreja Adventista do Sétimo Dia como Babilônia se espalharam por toda a parte, no mesmo tempo em que a igreja estava recebendo o derramamento do Espírito de Deus? Como é que os homens podem ser tão enganados que imaginem consistir o alto clamor em retirar o povo de Deus da comunhão de uma igreja que está desfrutando um período de refrigério? Oh, que essas pessoas enganadas entrem na corrente, e recebam a bênção e sejam dotadas do poder do Alto!

Todo professor deve ser um discípulo, a fim de que os seus olhos possam ser ungidos para ver as evidências do avanço da verdade de Deus. Se quiser comunicar luz aos outros, devem os raios do Sol da Justiça brilhar em seu coração. Review and Herald, 18 de fevereiro de 1890.


Ellen White

Test. P Ministros Pags 21-23

sexta-feira, 6 de março de 2026

Justificação pela fé

 

Justificação pela fé

 

INTRODUÇÃO

1.      Exp. João 6. Materson História Adventismo pág. 29

2.      Elbert Lane – convertido por Ellen G White


3.      O movimento adventista nasceu com os olhos em Jesus: Jesus Voltará!

4.      Hiran Edson               Jesus no santuário

Jesus e o juízo investigativo

Jesus e o milênio

Jesus à porta do coração

            Jesus sempre foi o tema da igreja desde sua fundação. Só em Cristo há salvação. Diziam os pioneiros: ‘Somos salvos por graça.

 

FRIEZA ESPIRITUAL

1.      Quando surgiu a igreja adventisra os seus pioneiros tinham um propósito: descobrir toda a verdade bíblica.

a.       Descobriram verdades escondidas:

·         Sábado

·         Mortalidade da lama

·         Temperança (alimentos proibidos)

·         Santuário celestial

·         Juízo investigativo

·         Lava pés na santa ceia

·         Outros

 

Tudo isto fez da igreja, uma religião muito diferente das outras e levantou perseguição da parte das outras igrejas existentes.

b.      Era necessário preparar-se bem, para responder aos argumentos que levantavam-se contra estas verdades “novas”. Daí tornar-se-iam os adventistas em exímios polemistas.

c.       Foram formando uma igreja voltada para estas doutrinas, e dedicada a polêmicas. Cristo foi ficando esquecido.

A igreja foi esfriando.

Começou a haver muita apostasia.

Os pioneiros foram morrendo e a nova geração de pregadores ensinavam que pra salvar-se era obrigado:

·         Guardar o sábado

·         Guardar os mandamentos

·         Não comer coisa imunda

·         Etc.

Tornaram-se legalistas.

Pregavam salvação por obras ou salvação por fé e obras.

Por isto convertia poucas pessoas, muitos apostatavam, inclusive pastores. Ellen White escrevia sobre a salvação só em Cristo, mas caia em ouvidos moucos.

Felizmente, Deus teve misericórdia de sua igreja. Usou dois servos para reavivar sua igreja: em Mineápolis, 27ª Assembleia da Associação Geral.

·         Alonzo T. Jones e Ellet Waggoner.

·         Ano ? 1888. Dias 97/10 – 01/11

 

Hoje fazem mais de 130 anos que aqueles pioneiros estavam reunidos pregando justificação pela fé. Ensinavam que a lei de Gálatas são os 10 mandamentos. Houve muita oposição. Os líderes mais idosos achavam muito perigosa esta doutrina. Achavam que se fosse pregada o povo deixaria de guardar o sábado.

Quase que a igreja se divide. Os delegados não entendiam a natureza da verdade. Os encantos de Cristo, criam,ser umaa nova doutrina, uma heresia protestante por isto não a aceitavam. Consultaram a profetisa da igreja e ela repreendeu severamente aos que resistiam a nova luz, e deu amplo apoio aos jovens pastores.

IME pág. 367, 368.                OE pág.161,162.

A doutrina era e é verdade.

Efésios 2:8 e 9.

Desde que o homem pecou procura fazer algo para justificar-se.

·                    Adão cozeu folhas

·                    Lutero jejuava 100 dias no ano

·                    Os pagãos queimam os próprios filhos ou jogam no rio.

Nós somos tentados a praticar boas obras para sermos salvos.  Errado. O que nos justifica são as obras de Cristo por nós.

Romanos 5:12-19                   IME pág. 367-2                      Tito 3:5-

Esta doutrina nos leva a desobediência? Não! Pois obedecemos por amor não para ser, mas porque somos salvos por Cristo. Não por interesse, mas por amor. O que conta é o motivo para obedecermos.


ILUSTRAÇÃO

Certo pai tinha três filhos, trabalhava na roça e estava com muito serviço.

Um filho disse: “Vou ajudar o papai, ele está só”.

O segundo disse: “Vou ajudar o papai, estou precisando ganhar um dinheiro pra comprar uma camisa.

O terceiro disse: “não vou trabalhar, não gosto de roça, acho bobagem gastar tempo com trabalho, e ele vai ter que me dar  roupa pois ele é meu pai”.

Qual dos três estava certo? O primeiro lógico.

Muitos fazem assim. “Não guardo o sábado, não guardo os mandamentos e ele vai me salvar pois sou crente”. Errado.

Outros dizem: “tenho que obedecer pois preciso e quero ir para o céu. Também errado.

Já outros obedecem pura e simplesmente sem nenhum interesse. Está é o lugar da obediência.

Porém salvação independe destas coisas.

Somos salvos pois Cristo nos ama.

Somos justos porque Cristo nos justificou. 

Esta foi a mensagem pregada 130 anos atrás. E que ainda hoje precisamos nos tornar verdadeiramente cristãos.

Ninguém deixou de guardar o sábado porque Jones e Wagonner pregarem justificação pela fé. Tão pouco nos tornaremos relapsos com esta doutrina, peo contrário, mais fiéis seremos se Cristo reinar em nossos corações.

É o Espírito com que fazemos as coisas, a intenção.

IME pág. 368 ultimo parágrafo.

A igreja, no passado, perdeu de vista os encantos de Cristo por causa das doutrinas.

A igreja no Brasil começou com aqueles que rejeitaram Mineápolis (é o que parece).

Que Cristo seja uma realidade em nossa vida.

A salvação não seja uma meta a alcançar, mas uma realidade alcançada.

Que a vida cristã não nos seja uma obrigação, mas um deleite.

 

Amém.

terça-feira, 3 de março de 2026

NEGLIGENCIANDO A SALVAÇÃO

 

NEGLIGENCIANDO A SALVAÇÃO

 

Hebreus 2:1-3

 Deus é Todo-Poderoso, tudo vê, tudo conhece, sabe nosso nome, nosso andar, falar.

Conhece todas as questões, sabe todas as respostas, nada há escondido que Deus não saiba.

No entanto, há uma pergunta que Deus não pode responder.

Não pode responder não porque não saiba, mas porque iria contra a sua natureza, se ele a respondesse. A natureza de Deus é dar total liberdade ao homem e Deus não interfere na nossa liberdade.

Portanto, a pergunta que Deus não pode responder está no verso 3: “Como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande salvação?”

Esta é a pergunta que Deus não pode responder, porque somos nós que temos que responde-la.

Eu e você, mais cedo ou mais tarde, nos defrontaremos com esta pergunta na nossa vida e a nossa atitude em relação a ela determinada nossa resposta.

Como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação?

Precisamos avaliar o preço da nossa salvação, o tamanho exato do sacrifício de Cristo na cruz, depois olharmos aceitando ou negligenciando esta salvação.

Caso haja negligência da nossa parte, em relação a esta tão grande salvação, que foi paga para preço tão alto, fica a pergunta:

Como escaparemos?

Há duas maneiras diferentes de neglligenciarmos esta salvação:

1.    Procurando nos salvar por nós mesmos. Querendo fazer alguma coisa para pagarmos esta salvação que nos é oferecida de Graça.

Efésios 2:8 e 9

Muitos estão desprezando esta tão grande salvação, porque acreditam que são salvos porque são bons, porque fazem boas obras, são esmolas ou tratam bem seus parentes e cumprem seus negócios em dia. Nada disto compra a salvação. Ninguém será salvo poruqe é bom, mas porque Cristo nos oferece gratuitamente, seus méritos. Sua vida em meu lugar é o único meio de salvação. Achar que será salvo poque é caridoso e honesto, é despresar a salvação em Cristo.

E como escaparemos?

Peregrinações

Esmolas

Promessas

Mortificações

Boas obras não tem nenhum valor para nossa salvação.

Isaías 64:6

Este é o valor da nossa justiça: nada.

Ilustração

Querer pagar um carro com um um real.

Isto é um acinte, uma afronta. 

2.    A segunda maneira de desprezar a salvação é desprezando a santa lei de Deus.

Muitos dizem:

‘Somos salvos pela graça, não precisamos mais guardar as leis. Fomos isentos, estamos ‘livres’.

E esquecem de que quem despreza a Lei de Deus, está desprezando a salvação e “como escaparemos”?

Fomos salvos do pecado, e não para o pecado.

Quem despreza a lei de Deus, deseja viver em pecado e “negligenciar esta tão grande salvação”.

Que é pecado?

I João 3:4

Desprezar a Lei de Deus, é colocar por terra todo o plano da salvação. É ir contra a própria igreja de Cristo. E desprezar todo o sistema da nossa salvação.

Suponhamos que a Lei foi abolida. Já não é mais necessária.

O que acontece?

Romanos 4:15 e 5:13

Se a lei foi abolida como alguns afirmam, já não há mais pecado (riscar o pecado), se o pecado não existe para que serve a graça? (riscar a graça). Sem graça pra que Jesus? (riscar o Jesus). Sem Jesus o evangelho perde o valor (riscar o evangelho), e o pregador fica sem ter o que fazer (riscar o pregador) e a igreja perde a função.

Desprezar a Lei é desprezar o próprio Cristo, e menosprezar todo o plano da salvação “e como escaparemos se negligenciamos esta tão grande salvação?”.

Só valorizamos a salvação que Cristo nos oferece, se aceitamos a Cristo e obedecemos seus mandamentos.

I João 2:3,4

Tiago 2:10

Romanos 7:12 e 3:31

Portanto para valorizarmos esta tão grande salvação precisamos: 

1.    Confiar em Cristo como nosso salvador. Saber que nossa salvação não é resultado das nossas “boas obras”, mas o resultado da vida de Cristo em nosso lugar

2.    E guardarmos a Lei de Deus não  para nos salvarmos mas porque fomos salvos. Nossa obediência será o resultado da nossa salvação.

Nosso respeito à lei de Deus é nosso reconhecimento de que fomos salvos. E quem despreza a Lei de Deus, despreza todo plano da salvação.

E que nunca nos aconteça isso pois “como escaparemos”?

 

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