Seguidores

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Dois Textos Sobre o Santuário

 

Dois Textos Sobre o Santuário

Pag. 11

ARNALDO B. CHRISTIANINI

Membro da Comissão Permanente de Revisão e Consulta, da Sociedade Bíblica do Brasil

O POVO adventista estranha a redação que a Versão Almeida Revista e Atualizada no Brasil dá a dois textos relacionados com o santuário, mesmo porque ferem uma área delicada de nossa doutrina. O primeiro encontra-se em Sal. 77:13 que, na Almeida anterior, estava assim: "O teu caminho, ó Deus, está no santuário," mas agora reza: "O teu caminho, ó Deus, é de santidade." Várias cartas reclamando contra essa alteração foram enviadas à Comissão Permanente de Revisão e Consulta, da SBB. O texto impugnado foi debatido naquela Comissão, em reuniões a que comparecemos, e lá tivemos o privilégio de advogar pessoalmente a tese da volta ao texto anterior.

No original hebraico, Salmo 77: 13, no Texto Massorético Curavit, revisto por Rodolfo Kittel, considerado o mais autorizado, está textualmente assim: "Elohim baqodésh darkéka," que literalmente é "Deus no santuário teu caminho." Outros querem que seja: "Deus em santidade teu caminho." O pivô da questão é a palavra baqodésh, que analisaremos mais adiante. Como se percebe, não há verbo na cláusula. Ele terá de ser suprido, pois sendo o hebraico, em certos aspectos, uma língua estropiada, em comparação com as línguas ocidentais, o tradutor terá de complementar o sentido. No caso em tela, terá de suprir um verbo, ser ou estar, e necessariamente colocar a palavra Deus no vocativo. Então o texto ficará corretamente traduzido assim: "Ó Deus, o teu caminho está no santuário." (Em grifo as palavras supridas.) Pode-se também inverter a ordem, que fica em melhor estilo: "O teu caminho, ó Deus, está no santuário."

Para justificar nosso ponto de vista, nossa argumentação foi a seguinte:

1. A palavra originária qadósh, que se traduz geralmente por "santo," na conotação qodésh significa: a) o adjetivo "santo;" b) o substantivo "santo," o primeiro compartimento do santuário; c) "santidade," e d) "santuário," sempre dentro da contextuação própria.
2. Para exemplificar, no original hebraico da Bíblia em Êxodo 31:14 diz "o sábado é santo" (qodésh), mas em muitas outras passagens a mesma palavra é traduzida por "santuário," como em Lev. 12:4 e Daniel 8:13. A preposição hebraica ba, que significa "em", é adicionada à palavra qodésh, tornando-se baqodésh, a qual, numas poucas passagens, como Êxodo 15:11, é vertida por "em santidade." Mas na maioria dos casos, baqodésh significa "no santuário," como em Exo. 29:30, e necessariamente no nosso texto de Sal. 77:13: "O teu caminho, ó Deus, está no santuário." E também em Sal. 68: 17 e 24; 74:3, e outros textos, e muitos, baqqodésh (com o q duplo) se traduz invariavelmente por "no santuário."
3. Afora estas considerações de ordem filológica, há o sentido implícito de que "no santuário" é onde Deus Se revela de modo especial ou direto, e lá ficamos conhecendo melhor Seus atributos divinos, numa experiência espiritual.

Portanto, "no santuário" fica perfeitamente dentro do contexto do salmo, que exalta as qualificações de Deus.

A contra-argumentação dos ilustres hebraístas da douta Comissão não negou a exatidão do nosso argumento do ponto de vista gramatical, mas insistiu em manter a tradução "de santidade" tendo em vista principalmente o contexto de todo o salmo, que é de exaltação a virtudes, predicados e qualificações divinas, como, por exemplo, "graça" e "promessa" (verso 8), "benignidade" e "misericórdia" (verso 9), "poder" (verso 14), e assim nesta linha de fatores subjetivos, no entender deles, ficaria estranho colocar um santuário material no texto, pois destoaria do teor descritivo. Afirmaram que, de mais de uma dezena de versões consultadas, apenas três vertem "no santuário": a King James, a Almeida antiga, e uma italiana. A maioria dos membros da Comissão decidiu, por votação, manter "de santidade." Tentamos, ainda como último recurso, pedir que, na margem da Bíblia, se imprimisse a opção: "ou no santuário." A sugestão foi rejeitada.

Entretanto não nos convencemos. E posteriormente pudemos observar o seguinte: A Septuaginta (versão grega do Velho Testamento) registra assim Sal. 77:13: Hó Theós én tô hagiỏ hê hodos su, que a tradução paralela em inglês verte: "O God, thy way is in the sanctuary." De fato, én tô hagió só pode significar "no santuário." Este argumento para mim é fortíssimo. Depois, com vagar, consultando outras versões, descobrimos nada menos de sete que vertem "no santuário": Almeida original, Almeida antiga, Trinitária, King James, Septuaginta, American Revised Version, e Versione Riveduta Italiana. Por certo haverá ainda outras. Pudemos observar que as Bíblias que seguem a linha da Vulgata (as versões católicas, como Figueiredo, Matos Soares, "Ave Maria" etc.) preferem "em santidade" ou "santo," enquanto versões de maior pêso consignam "no santuário." Consultamos também douto rabino na capital mineira e, na opinião dele, o correto é mesmo "no santuário." Para nós o assunto é questão aberta, mesmo que o nosso SDA Bible Commentary se mostre titubeante a respeito. Diz textualmente:

"No santuário. Ou em santidade. O caminho de Deus, embora o homem não o possa compreender, é sempre justo e reto (ver Gên. 18:25). Se se aceitar a tradução King James 'no santuário,' o versículo pode ser interpretado para significar que o

REVISTA ADVENTISTA - JANEIRO, 1970

PÁGINA 11

Temos um Advogado

 

Temos um Advogado

Pag. 1






Mas, graças a Deus, não precisamos desesperar, pois temos um Advogado à destra do Pai, no Céu. Ali, rodeado de milhões de resplandecentes sêres angélicos, está Alguém que, faz quase dois mil anos, veio à Terra e habitou entre os homens. Tomou sobre Si a carne humana identificando-Se assim conosco e tornando-Se nosso Salvador e Irmão mais velho. Perlustrou as poentas estradas da Palestina levando bênção aonde quer que fosse. Defrontou as mais poderosas tentações de Satanás e saiu vitorioso. Homens cruéis crucificaram-no entre dois malfeitores, mas não puderam despojá-Lo de Seu poder. Embora pregado no madeiro, ninguém – nem os invejosos líderes judeus, nem o poderoso Império Romano, nem o príncipe do mal em pessoa – pôde impedir nosso Advogado de exercer Seu direito real de salvar pecadores. "Estarás comigo no paraíso", assegurou Ele ao ladrão sofredor, que Lhe suplicara: "Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino."

Revista Adventista - Outubro 1960 - Pg 1

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Crescimento em Cristo

 

Crescimento em Cristo

Pag. 1

CONSAGRAI-VOS a Deus pela manhã; fazei disto vossa primeira tarefa. Seja vossa oração: "Toma-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje em Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti." Esta é uma questão diária. Cada manhã consagrai-vos a Deus para êsse dia. Submetei-Lhe todos os vossos planos, para que se executem ou deixem de se executar, conforme o indique a Sua providência. Assim dia a dia podereis entregar às mãos de Deus a vossa vida, e assim ela se moldará mais e mais segundo a vida de Cristo. – Vereda de Cristo, pág. 97

Logo depois, Cristo morreu. Mas não pôde segurá-Lo a sepultura. Cedo, na manhã do primeiro dia da semana, houve grande terremoto. Luz radiante circundou o escuro túmulo. Os mais escolhidos guerreiros romanos caíram, como fulminados. A pedra foi afastada, e eis ressurreto nosso Senhor, partido o poder do pecado e da morte!

Este é o Advogado que defende nosso caso, no julgamento ora em andamento. Ele não desculpa nossos pecados – não existe desculpa para o pecado. Mas chama atenção ao fato de que nos temos arrependido, e exercemos fé nêle. Reveste-nos de Sua justiça, de maneira que não apareça a vergonha de nossa nudez. Apresenta-nos ao Pai "sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante." Jesus "pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por êles." Heb. 7:25.

Com semelhante Advogado, por que deveria alguém desanimar? Por que desistir da luta? Por que haveria de alguém dizer: "Não vale a pena esforçar-me?" Todos podem ser salvos.

Mas nem todos serão salvos. Por quê? Porque Jesus não pode interceder em favor dos que amam o pecado. Temos de arrepender-nos do pecado e abandoná-lo, se é que queremos que êle seja perdoado e apagado dos livros do registo. Do contrário, êle permanecerá como testemunha contra nós. Ficarão os pecados, e o nome é que será apagado. Assim, a querermos ter confiança, neste tempo de julgamento, temos de tratar sinceramente o problema do pecado. Temos de confessá-lo e abandoná-lo – todo êle. "O pecado pode ser escondido, negado, encoberto, ao pai, mãe, esposa, filhos e companheiros; poderá ninguém a não ser os seus autores culpados, alimentar a mínima suspeita da falta; ela, porém, jaz descoberta perante os sêres celestiais. As trevas da noite mais escura, o segredo de todas as artes enganadoras, não são suficientes para velar do conhecimento do Eterno um pensamento que seja. Deus tem um relatório exato de toda conta injusta, de todo negócio desonesto." – O Conflito dos Séculos, pág. 486.

Ao contemplarmos a perturbada cena dos negócios internacionais, não podemos fugir à convicção de que o tempo não poderá continuar senão por um pouquinho. Ao olharmos ao estado corrupto da sociedade, aprofunda-se essa convicção. Ao vermos como os homens amam e glorificem o pecado – por meio do cinema, de livros e periódicos, do rádio e da televisão – temos a impressão de que em breve a condenação de Sodoma recairá sobre a Terra tôda. A paciência de Deus é infinita, ilimitada Sua misericórdia, mas sem muita demora terá Êle de tratar com o pecado e os pecadores. E Ele virá em favor de Seu povo.

Vinte e dois de outubro de 1960! Oxalá êste aniversário do começo


Revista Adventista - Outubro 1960 - Pg. 1

Esperar...

 

Esperar...

Pag. 12

JUDITE FLORES PRATES


É tão vago esperar!

A espera tem em si uma profunda ansiedade,

Um desejo incontido, uma saudade

Do que, talvez, nem mesmo há de voltar ...

É tão triste esperar,

Quando se tem a alma doente, agonizante,

Ao sentir-se morrer, num só instante,

A ilusão colorida de um sonhar!

É cruel esperar.

A espera va enche de mágoa o pobre coração

Com retalhos de dor — recordação

Do que jamais se deixará de amar.

Mas é bom esperar,

Apesar das tristezas e dos ais,

Porque é melhor, mesmo sem alegria,

Do que sofrer a amarga nostalgia

De não esperar mais ...

Santa Maria, 23-8-59.


Revista Adventista - Julho 1960 - Pg. 12

domingo, 6 de setembro de 2026

Nacionalização do Regime Alimentar

 

Nacionalização do Regime Alimentar

Pag. 1 

 

TANTO a Bíblia como os Testemunhos não são tratados metafísicos, meros devocionários, ou escritos que só tratem de coisas de interesse eterno. É bem certo que esses temas aí se encontram em abundância, e são, não há dúvida, os mais necessários ao homem, em sua dolorosa peregrinação terrestre. Mas a Bíblia e os Testemunhos interessam-se também nas coisas que concernem à vida passageira que nos toca por sorte neste mundo.

Assim é que, por exemplo, o próprio Jesus, na oração mais formosa e mais concisa e completa que possa existir, ensinou-nos a pedir "o pão nosso de cada dia." E nos Testemunhos a irmã White discorre muito sobre as nossas necessidades materiais, a ponto de dizer, por exemplo, que num pão bem preparado e bem assado existe mais religião do que num sermão.

De maneira que as necessidades temporais, quando não prejudiquem a conduta espiritual, podem e devem fazer parte de nossas cogitações. É próprio orarmos pelo pão material, e trabalharmos arduamente para que não falte em nossa mesa, e o possamos repartir com os pobres que nos rodeiam.

"Pão" não é só o que fazemos de farinha ou fubá. É tudo que comemos para nosso sustento. É nossa mesa, nossa alimentação. E aqui há ainda entre nós grande obra a realizar. Desaconselhamos, com justa razão, os alimentos cárneos, as más combinações, os pratos por demais complicados. Na ânsia de aperfeiçoarmos nosso cardápio, recorremos muitas vezes (ou julgamos que deveríamos recorrer) a pratos exóticos, caríssimos, fora do alcance da quase totalidade dos membros e dos obreiros.

Assim é que vemos em nossas publicações e ouvimos em reuniões e aulas sobre o magno assunto, instruções e receitas em que figuram ingredientes os mais raros entre nós, frutas as mais inalcançáveis por nossa bolsa. Uma nossa revista, dedicada especialmente aos obreiros, recomenda, entre outras coisas menos exóticas, por exemplo, "cerejas com pêssegos em fatias... Molho de maçãs nas passas de uvas ou frutas secas retalhadas, com tâmaras... Ameixas ou outra fruta seca. Maçãs assadas são sempre benquistas nos desjejuns, e também o molho de maçãs... Não é sempre necessário servir cereal cozido em tijela com leite ou nata; procure, para variar, servi-lo com nozes moídas ou retalhadas, fazendo pequenos pastéis que se deixam tostar no forno... Se você é amigo de açúcar nas sopas de cereais, experimente usar passas, tâmaras ou outras frutas..." (O Ministério Adventista, nov. e dez. de 1959.)

Tudo muito bonito, e sem dúvida muito gostoso. Muito apropriado, também, para outro hemisfério, que não o nosso. Mas existirá entre todos os nossos leitores algum felizardo que consiga outra coisa que não "ver com os olhos e lamber com a testa" essas iguarias?

Em umas aulas, aliás muito interessantes e úteis, ministradas sobre a arte culinária em uma de nossas grandes igrejas, distribuiu-se um cardápio-modelo, para uma semana. Muito bonito, também esse. Pratos excelentes. Mas... as maçãs não perdoavam um dia sequer. Lá estava: maçã, maçã, maçã, maçã, maçã, maçã, maçã — sete vezes.

Ora, tudo isso, acreditamos, não é resultado de pedantismo, ou desse malfadado esnobismo que leva, por exemplo, as quitandas de centro de cidades grandes a exibirem as mais caras frutas estrangeiras, e se envergonharem de vender mamão, banana ou manga. Deve ser apenas ausência de maiores conhecimentos de nutricionismo, ou melhor, carência de vozes autorizadas para nos instruir e orientar. Não é, também, que nos faltem autoridades capazes disso. Tão atarefados se encontram, porém, nossos médicos e nutricionistas na solução de problemas talvez mais importantes e mais urgentes, que ainda não tiveram tempo de se dedicar ao estudo do problema alimentar nosso, adventista e brasileiro.

Certo, ninguém negará que temos, neste abençoado Brasil, recursos iguais, se não superiores aos de outros países, em matéria de artigos de alimentação capazes de satisfazer a todos os requisitos da nutrição suficiente, racional e sadia.

A um leigo no assunto, falece conhecimento e autoridade para recomendar se substitua a maçã pela banana, a cereja pela jabuticaba ou a tâmara pelo mamão. Mas há de haver, em nosso mercado, gêneros e frutas mais que adaptados a substituir todos os gêneros e frutas estrangeiros.

Nozes européias? — E os nossos cocos, de tantas espécies? nossa castanha do Pará, nossa castanha de caju, nosso pinhão, nosso humilde e desprezado amendoim?

Maçãs, cerejas, ameixas, tâmaras, passas? — E as nossas bananas (dezenas de espécies), mamão, abacate, manga, laranja, abacaxi, melancia, melão, jabuticaba, goiaba, pitanga, genipapo, mangaba, marmelo, romã, tangerina, fruta-pão, fruta de conde, sapota, jambo, graviola, caju, lima, carambola, amora, ingá, jaca, assai, maracujá, caqui, tamarindo, cambucá, abio, ubaia, araçá, pitomba, grumixama, guabiroba, jatobá?

Sim, vivemos num país abençoado, em que medram nativas, ervas ricas de vitaminas como o caruru, a serralha, a beldroega e a azedinha —

Revista Adventista. - Julho 1960 - Pg. 1

sábado, 5 de setembro de 2026

Religião Positiva

 

Religião Positiva

Pag. 1

ESTAVA um obreiro em visita a um casal de interessados, quando entra na sala a mãe da senhora. Após a troca de cumprimentos, observa ela:

- Os senhores são muito estreitos: para ingressar em sua igreja não se pode usar uma jóia, um brinco, uma vaidadezinha qualquer... Os senhores tolhem a liberdade da gente!

- Ah! respondeu o obreiro; a senhora se aproxima da religião pelo lado negativo. Temos de considerá-la pelo ângulo positivo. A religião não são proibições, restrições. Em vez de dizer: "A religião me proíbe fumar, beber, dançar", digamos: Graças à minha religião, libertei-me dos vícios. Já não tenho prazer em fumar, beber, dançar. Estou livre desses embaraços e despesas." Temos de ver nessas chamadas proibições, bênçãos e privilégios. A religião é liberdade, e não escravidão...

Ignoramos se a ligeira observação do obreiro, naquele dia, teve alguma influência sobre a atitude mental da distinta senhora. O que sabemos é que poucos meses depois èsse mesmo obreiro teve a satisfação de ministrar o batismo àquela senhora, já livre das incômodas peias de suas dantes acariciadas "vaidades inocentes". E é de ver-se a alegria que, apesar da tremenda oposição que sofre, se lhe estampa no rosto, nos gestos e palavras!

E assim é. O povo, em geral, tem idéia muito acanhada da religião, e especialmente da fé adventista. Os do mundo a têm, e entre nós mesmos, há os que participam, em ponto menor, dessa idéia tacanha e perigosa.

É que os crentes se dividem em dois grupos, que assim se podem definir: os que são melhorados, aperfeiçoados, transformados pela verdade que abraçaram, e os que não permitem que tal se dê, preferindo deixar-se enlear ainda pela sedução dos chamados prazeres. São os saudosistas do Egito. Como a mulher de Ló, olham ainda para o que tiveram de deixar atrás. Quais israelitas murmuros, têm e nutrem saudades do que o Egito do pecado lhes proporcionava. A verdade não se apoderou dêles. Possuem a verdade, mas esta não os possui. Não foram por ela tomados, transformados. Não se entregaram incondicionalmente a el. Fazem reservas mentais - às vezes numerosas...

Nos olhos, nos gestos, no coração, lobriga-se-lhes a queixa tácita: "Que pena! Quanta coisa tive que deixar, para me tornar adventista! Podia haver menos rigor... Aquêle cigarrinho perfumado... o delicioso cálice de vinho do Porto... e o cinema ali da esquina... e os rodopios no salão de baile..." 

Revista Adventista - Agosto 1960 - Pg. 1

Postagens de Destaque