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domingo, 12 de abril de 2026

Organização e Desenvolvimento

 

TM - Pag. 24 

Faz já quarenta anos que foi introduzida a organização entre nós, como um povo. Fiz parte daqueles que tiveram experiência ao estabelecê-la desde o princípio. Conheço as dificuldades que tiveram de ser enfrentadas, os males que ela se destina a corrigir, e tenho notado sua influência em relação com o crescimento da causa. Na fase inicial da obra, Deus nos deu luz especial sobre este ponto, e esta luz, juntamente com as lições que a experiência nos ensinou, deveria ser tida em cuidadosa consideração.

Desde o início, nossa obra teve caráter empreendedor. Reduzido era o nosso número, e em sua maior parte procedente das classes pobres. Nossas idéias eram quase desconhecidas do mundo. Não tínhamos casas de culto, possuíamos poucas publicações, e reduzidíssimos recursos para levar avante a nossa obra. As ovelhas estavam esparsas pelas estradas e caminhos, nas cidades, aldeias e matas. Os mandamentos de Deus e a fé de Jesus eram a nossa mensagem.

Unidade de Fé e de Doutrina

Meu esposo, juntamente com os Pastores José Bates, Stephen Pierce, Hiram Edson, e outros que eram fervorosos, nobres e fiéis, estava entre os que, depois da passagem do tempo em 1844, buscaram a verdade como a um tesouro escondido.

Reuníamo-nos sentindo angústia de alma, a fim de orar para que fôssemos um na fé e doutrina; pois sabíamos que Cristo não está dividido. Cada vez tomávamos um ponto para assunto de nossa pesquisa. Abriam-se as Escrituras com sentimento de temor. Jejuávamos freqüentemente, a fim de pôr-nos em melhor disposição para compreender a verdade.

 

Se depois de fervorosa oração, não compreendíamos algum ponto, o discutíamos, e cada qual exprimia livremente sua opinião. De novo então nos curvávamos em oração, e ardentes súplicas ascendiam ao Céu para que Deus nos ajudasse a ver de uma mesma maneira, para que fôssemos um, como Cristo e o Pai são um. Muitas lágrimas eram derramadas.

Assim passávamos muitas horas. Algumas vezes passávamos a noite toda em solene busca das Escrituras, para compreender a verdade para o nosso tempo. Em algumas ocasiões o Espírito de Deus descia sobre mim, e porções difíceis eram esclarecidas pelo modo indicado por Deus, e havia então perfeita harmonia. Éramos todos de um mesmo pensamento e espírito.

Procurávamos muito ansiosamente que as Escrituras não fossem torcidas para adaptarem-se às opiniões de qualquer pessoa. Procurávamos fazer com que nossas divergências de opiniões fossem tão pequenas quanto possível, não insistindo nós sobre pontos que eram de menos importância, a respeito dos quais havia opiniões divergentes. A preocupação de toda alma, porém, era promover entre os irmãos uma condição que correspondesse à oração de Cristo para que Seus discípulos pudessem ser um, assim como o são Ele e o Pai.

Algumas vezes um ou dois irmãos obstinadamente se punham à opinião apresentada, e agiam de acordo com os sentimentos naturais do coração; quando, porém, essa disposição aparecia, suspendíamos nossas pesquisas e adiávamos a reunião, para que cada um tivesse a oportunidade de buscar a Deus em oração, e sem consulta com outrem estudasse o ponto de divergência, rogando luz do Céu. Com expressões de amizade nos despedíamos, para de novo reunirmo-nos tão breve quanto possível, para mais pesquisas. Por vezes o poder de Deus descia sobre nós de uma maneira assinalada, e, quando a clara luz revelava os pontos da verdade, chorávamos e regozijávamo-nos juntamente. Amávamos a Jesus, e amávamo-nos uns aos outros.

O nosso número aumentava gradualmente. A semente lançada era regada por Deus, que a fazia crescer. A princípio reuníamo-nos para o culto e apresentávamos a verdade àqueles que vinham para ouvir, em casas particulares, em celeiros, bosques e edifícios escolares; não demorou muito tempo, porém, e pudemos construir humildes casas de oração.

A Adoção da Ordem Eclesiástica

Aumentando o nosso número, tornou-se evidente que sem alguma forma de organização, haveria grande confusão, e a obra não seria levada avante com êxito. A organização era indispensável para prover a manutenção dos pastores, para levar a obra a novos campos, para proteger dos membros indignos tanto as igrejas como os pastores, para a conservação das propriedades da igreja, para a publicação da verdade pela imprensa, e para muitos outros fins.

Havia, no entanto, entre nosso povo um forte sentimento contrário à organização. Os adventistas do primeiro dia opunham-se à organização, e a maior parte dos adventistas do sétimo dia entretinham as mesmas idéias. Buscamos o Senhor em oração fervorosa para que pudéssemos compreender Sua vontade; e Seu Espírito nos iluminou, mostrando-nos que deveria haver ordem e perfeita disciplina na igreja, e era essencial a organização. Método e ordem manifestam-se em todas as obras de Deus, em todo o Universo. A ordem é a lei do Céu, e deveria ser a lei do povo de Deus sobre a Terra.

Tivemos uma árdua luta para estabelecer a organização. Apesar de o Senhor dar testemunho após testemunho a esse respeito, a oposição era forte, e teve de ser enfrentada repetidas vezes.

 

Sabíamos, porém, que o Senhor Deus de Israel nos estava dirigindo e guiando pela Sua providência. Empenhamo-nos na obra da organização, e uma evidente prosperidade acompanhou esse movimento progressista.

Como o desenvolvimento da obra nos impelisse a novos empreendimentos, dispusemo-nos a começá-los. O Senhor nos dirigiu o espírito para a importância da obra educativa. Vimos a necessidade de escolas, para que nossos filhos pudessem receber instrução isenta dos erros da falsa filosofia, e sua educação estivesse em harmonia com os princípios da Palavra de Deus. A necessidade de instituições de saúde fora-nos encarecida, para auxílio e instrução de nosso próprio povo, e como meio de beneficiar e esclarecer a outros. Este empreendimento foi também levado avante. Tudo isto era obra missionária da mais elevada espécie.

Ellen White 

Livro Test. Para Ministros  Pag 24 = 27

Esboço do Sermão para aniversário da Igreja

 


O SENHOR ESTÁ CONSTRUINDO SUA CASA! - Efésios 2: 19-22

 

Introdução: Efésios 2: 19-22

O aniversário da igreja é uma boa ocasião refletir neste texto. A maioria de nós já ouviu sermões de Efésios 2: 19.

 

Mais de uma vez é um dos principais textos das Escrituras por trás da visão de nossa igreja.

1. No Aniversário da igreja é preciso agradecer por sua missão de resgatar o mundo através de Cristo (Efésios 2: 1-3)

O mundo inteiro fora do reino da salvação de Deus está sob a pesada influência de Satanás e seus poderes dominantes. Esses poderes são os que Paulo descreve , Ef. 6:12 como “os governantes… as autoridades… os poderes cósmicos sobre esta escuridão atual… a espiritual forças do mal nos lugares celestiais ”.

Por que o mundo se opõe à Lei de Deus e à Boa Nova de Deus? É por causa daqueles que trabalham nos bastidores, cutucando o mundo em direção a formas mais expressivas de mal.

O mundo (no sentido negativo) não está limitado a apenas alguns itens fora de contexto. É toda a rede de crenças, valores, comunidades e instituições que estão sob a influência demoníaca a toda a sociedade da humanidade que resiste à Palavra de Deus.

 

É neste mundo que todos nós vivemos, como Paulo diz, “nas paixões de nossa carne, realizando os desejos do corpo e da mente, e foram por filhos da natureza da ira, como o resto da humanidade.

Existe tanto mal no mundo, tanta ansiedade, competitividade e rivalidade muito odiosas no mundo.

Hoje, encontramos a luz na Igreja.


“Mas Deus ...” (Efésios 2: 4-6)

 

O Senhor não tem o propósito de destruir seu povo; mas com o propósito de libertá-los de suas garras. Paulo explica desta maneira nos versículos 4-6: “ Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa de o grande amor com o qual ele nos amou, mesmo quando estávamos mortos em nossas transgressões, nos fez viver junto com Cristo - pela graça você tem sido salvou - e nos levantou com ele e nos sentou com ele nos celestiais lugares em Cristo Jesus [.] ”

 

Deus alcança em grande escala ao mundo na pessoa de seu Filho, Jesus Cristo. A igreja é o instrumento de Deus nessa terra para resgatar as pessoas dessas trevas.

 

2. No Aniversário da igreja devemos agradecer pela Misericórdia de Deus (Efésios 2: 7-10)

Existem duas razões dadas nos versos 7-10 para Deus derramar misericórdia.

 

Deus nos salvou para que pudéssemos ser abençoados por ele para sempre:

 

Deus nos salvou para que pudéssemos viver para Ele

 

Devemos entender essa verdade, porque a glória de Deus como Pai está em jogo. O maligno nos tentará afastar de Deus é nos fazendo duvidar da profundidade do amor de Deus por nós.

Efésios 2:8, mostra que Deus nos salva não porque merecemos, mas porque ele é gracioso e também vemos que Deus nos salva precisamente para nos amar, que ele pode oferecer bênçãos sobre bênçãos sobre nós.

 

Deus realmente nos ama de verdade; e ele derrama bênção sobre a bênção sobre nos.

 

3. No Aniversário da igreja devemos comemorar a unidade do Corpo de Cristo. Sermos uma família. (Efésios 2:19)

 

Somos parte dessa família, essas palavras também se aplicam a nós hoje.

·         1. Embora não possamos estar igualmente próximos de todos os membros da Igreja, O ângulo de Deus, somos todos uma família.

·          

·         2. O cantinho desta enorme família mundial de Deus, é a igreja.

·         3. Com cada batismo ou transferência de membros, Deus constrói sua casa.

Deus está formando um povo que se tornaria como seu Filho Jesus Cristo.

 

Paulo diz nos versos 14-16: Porque ele mesmo é a nossa paz, que nos fez um e quebrou em sua carne o muro divisório da hostilidade

 

Se Cristo chegou ao seu objetivo, nós que somos parte dele chegaremos lá em Tempo.

Portanto, não permitimos que a discussão nos perturbe excessivamente.

Nós não deixamos diferenças de opinião, mesmo entre nós, nos desencoraja.

Nós vamos chegar lá, porque Jesus Cristo nosso Senhor já está lá.

4. No Aniversário da igreja devemos agradecer o que Deus fez no passado (Efésios 2:20)

É importante lembrar que nossas raízes. Com isso, não queremos dizer apenas que nossos membros fundadores eram antigamente outras igrejas. Queremos dizer que nossos verdadeiros fundadores eram os apóstolos e os próprios profetas.

Versículo 20: “edificado sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, Cristo Jesus sendo ele mesmo a pedra angular [.] ”

 

Esses homens santos, os membros centrais da nova Israel de Deus, são a base do nosso cantinho da igreja.

 

Cristo Jesus, como a pedra angular, contém todas as outras pedras fundadoras

 

Jesus é Aquele que traz tudo juntos pelo poder do seu Espírito.

 

5. No Aniversário da igreja devemos agradecer o que Deus está fazendo hoje (Efésios 2:21, 22)

 

O versículo 21 continua falando sobre o que está acontecendo com a Igreja hoje. “Em Cristo, a pedra angular, “toda a estrutura, unida, cresce em um templo sagrado no Senhor ”.

 

Paulo está falando sobre a "estrutura inteira" aqui, o que sugere que ele tem mais em mente do que uma igreja particular. Ele está falando sobre o todo Igreja de Jesus Cristo em todo o mundo.

6. No Aniversário da igreja devemos agradecer o que Deus irá fazer no futuro “em um templo sagrado no Senhor ”.

A casa de Deus. É onde o Espírito Santo de Deus habita. Visto que Deus quer habitar com o seu povo é também a última casa do cristão. Isso significa que é um lugar de descanso sagrado.

 

Lugar onde você e eu aprendemos a derramar o pecado destrutivo, os caminhos do mundo e assumir os novos caminhos de Deus.

 

A Igreja é também onde encontramos descanso das ansiedades e preocupações que o mundo nos impõe.

 

Tudo isso porque a Igreja está em Jesus Cristo, o Senhor que também entrou em seu descanso aqui.

Conclusão

A Igreja deve agradecer por poder reunir-se em nome de Jesus e adorar a Deus por meio de Jesus Cristo, além de participar do Senhor através dos símbolos da mesa do Senhor

 

Finalmente, o versículo 22

·         1. Este versículo basicamente reafirma o que vimos no versículo 21.

·          

·         2. Deus está nos edificando um lar final.

·         3. Mas o ponto é que Deus é Aquele que está fazendo o edifício, não nós.

·          

·         4. Você e eu estamos sendo influenciados pelo poder do Espírito de Deus.

·          

·         5. Isso não significa que estamos inativos. Nós oramos. Nós planejamos. Nós ensinamos. Nós pregamos. Nós buscamos outros para fazer parte desta família. Nós cumprimos a missão de salvar.

Que Deus nos ilumine e fortaleça em nossa missão, e abençoe esta igreja

 

domingo, 5 de abril de 2026

O Perigo de Rejeitar a Verdade


II Advertências Fiéis e Sinceras

O Perigo de Rejeitar a Verdade

Cooranbong, Austrália, 30 de maio de 1896

Prezado Irmão ______:

Voltava eu de uma reunião de oração. Sobreveio-me o espírito de intercessão, e fui induzida à oração mais sincera pelas almas de Battle Creek. Eu compreendo o perigo em que estão. O Espírito Santo de maneira especial me moveu a elevar petições em seu favor.

Deus não é o autor de coisa alguma pecaminosa. Ninguém deve temer ser singular se o cumprimento do dever assim o exige. Se evitar o pecado nos torna singulares, então a nossa singularidade é meramente a distinção entre a pureza e a impureza, a justiça e a injustiça. Porque a multidão prefere o caminho da transgressão, escolheremos nós o mesmo? É-nos dito plenamente pela inspiração: "Não seguirás a multidão para fazeres o mal." Êxo. 23:2. Nossa posição deve ser claramente declarada: "Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor." Jos. 24:15.

"No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. NEle, estava a vida, e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." João 1:1-5 e 14.Oxalá cada um daqueles


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cujo nome está escrito nos livros da igreja pudesse de coração pronunciar essas palavras. Os membros da igreja devem saber por experiência o que o Espírito Santo fará por eles. Abençoará o que O recebe e o tornará uma bênção. É de lamentar que nem todos estejam orando pelo sopro vital do Espírito, porquanto estaremos prestes a perecer se não o sentirmos.

Devemos orar pelo derramamento do Espírito, como remédio para os doentes de pecado. A igreja precisa estar convertida. E por que nos não prostramos diante do trono da graça, como representantes da igreja e, com coração submisso e espírito contrito, suplicamos fervorosamente que o Espírito Santo seja derramado do Alto sobre nós? Oremos para que quando Ele for graciosamente concedido nosso frio coração seja reavivado, e possamos ter discernimento para compreender que Ele vem de Deus, e recebê-Lo com alegria. Alguns tratam o Espírito como a um hóspede que não é bem-vindo, recusando receber o rico dom, recusando reconhecê-Lo, dEle se desviando, e O condenando como fanatismo.

Quando o Espírito Santo trabalha sobre o agente humano, não nos pergunta de que maneira atuará. Freqüentemente move-Se de maneira inesperada. Cristo não veio como os judeus esperavam, Ele não veio de maneira que os glorificasse como nação. Seu precursor veio para Lhe preparar o caminho, convidando o povo a se arrepender de seus pecados, a se converter e ser batizado. A mensagem de Cristo era: "O reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho." Mar. 1:15. Os judeus recusaram-se a receber a Cristo porque não veio conforme sua expectativa. As idéias de homens finitos eram consideradas infalíveis porque estavam encanecidas pela idade.

Este é o perigo a que a igreja está agora exposta - o de que as invenções de homens finitos determinem


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a maneira precisa em que o Espírito Santo deve vir. Embora não queiram reconhecê-lo, alguns já o têm feito. E porque o Espírito deve vir não para louvar o homem ou edificar-lhe as errôneas teorias, mas para convencer o mundo do pecado e da justiça e do juízo, muitos se afastarão dEle. Não desejam ser privados das vestes de sua justiça própria. Não desejam trocar sua própria justiça, que é injustiça, pela justiça de Cristo, que é a verdade pura e não adulterada. O Espírito Santo não lisonjeia o homem, tampouco atua segundo as idéias de qualquer homem. Não devem os homens finitos e pecaminosos manejar o Espírito Santo. Quando Este vier como um reprovador por meio de qualquer instrumento humano que Deus escolher, é o dever do homem ouvir e obedecer-Lhe a voz.


Ellen White. - Test. Para Ministros. Págs. 63 - 65

A Atuação do Espírito Santo

          A Atuação do Espírito Santo

Pouco antes de deixá-los, Cristo deu aos discípulos a promessa: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-Me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da Terra." Atos 1:8. "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos." Mat. 28: 19 e 20. Enquanto essas palavras Lhe estavam nos lábios, ascendeu, recebendo-O uma nuvem de anjos e O escoltando até à cidade de Deus. Voltaram os discípulos a Jerusalém, sabendo agora, com certeza, que Jesus era o Filho de Deus. Sua fé estava desanuviada e eles esperavam, preparando-se pela oração e pela humilhação do coração diante de Deus, até vir o batismo do Espírito Santo.

"E cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do Céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." Atos 2:1-4. Havia nessa assembléia zombadores, que não reconheceram a obra do Espírito Santo e disseram: "Estão cheios de mosto." Atos 2:13.

"Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo esta a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel." Atos 2:14-16. Lede a história. O Senhor estava atuando a Seu modo; mas houvesse tal manifestação entre nós, a quem são chegados os fins dos séculos, e não haveria tais zombadores, como naquela ocasião? Os que não ficaram sob a influência do Espírito Santo, não a compreenderam. Para esta classe os discípulos pareciam homens embriagados.

Testemunhas da Cruz

Depois do derramamento do Espírito Santo, os discípulos, vestidos da armadura divina, saíram como testemunhas, para contar a maravilhosa história da manjedoura e da cruz. Eram homens humildes, mas saíram com a verdade. Após a morte de seu Senhor eram um grupo indefeso, desapontado e desanimado - como ovelhas sem pastor; mas agora saem como testemunhas da verdade, sem outra arma senão a Palavra e o Espírito de Deus para triunfar sobre toda a oposição.

Seu Salvador fora rejeitado e condenado, e pregado na ignominiosa cruz. Os sacerdotes judeus e príncipes haviam declarado com escárnio: "Salvou os outros e a Si mesmo não pode salvar-Se. Se é o rei de Israel, desça, agora, da cruz, e creremos nEle." Mat. 27:42. Mas essa cruz, esse instrumento de vergonha e tortura, trouxe esperança e salvação ao mundo. A igreja se reuniu; seu desespero e consciente inutilidade os abandonara. Seu caráter fora transformado e eles se uniram pelos laços do amor cristão. Embora não tivessem riquezas, embora fossem contados pelo mundo como meros pescadores ignorantes, foram feitos pelo Espírito Santo testemunhas de Cristo. Sem honras ou reconhecimento terrenos, eram os heróis da fé. De seus lábios saíram palavras de eloqüência e poder divino que abalaram o mundo.

O terceiro, quarto e quinto capítulos de Atos, dão um relato de seu testemunho. Os que rejeitaram e crucificaram o Salvador esperavam ver os discípulos desanimados, abatidos e prontos para negar a seu Senhor. Com espanto ouviram o testemunho claro e ousado, dado sob o poder do Espírito Santo. As palavras e obras dos discípulos representaram as palavras e obras de seu Mestre; e todos os que os ouviam diziam: Estes aprenderam de Jesus. Eles falam como Ele falava. "E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça." Atos 4:33.

Os principais dos sacerdotes e autoridades julgavam-se competentes para decidir o que os apóstolos deveriam fazer e ensinar. Ao saírem por todas as partes pregando a Jesus, os homens que estavam sob a atuação do Espírito Santo fizeram muitas coisas que os judeus não aprovavam. Havia perigo de que as idéias e doutrinas dos rabinos fossem desacreditadas. Criavam os apóstolos um maravilhoso reavivamento. O povo levava para a rua os seus doentes, e os afligidos por espíritos imundos; as multidões se aglomeravam ao seu redor e os que haviam sido curados davam louvores a Deus e glorificavam o nome de Jesus, Aquele mesmo que os judeus haviam condenado, escarnecido, sobre quem haviam cuspido, a quem haviam coroado de espinhos e feito com que fosse açoitado e crucificado. Esse Jesus era exaltado acima dos sacerdotes e governadores. Até mesmo declaravam os apóstolo haver Ele ressuscitado dos mortos. Decidiram as autoridades judaicas que esta obra precisava e devia ser impedida, pois demonstrava que eram culpados do sangue de Jesus. Viam que os conversos à fé se estavam multiplicando. "E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais." Atos 5:14.


Ellen White. - Test. Para Ministros Pags. 65 - 68

sábado, 28 de março de 2026

Instrução aos Discípulos

                      Instrução aos Discípulos


Questões há nos Testemunhos escritos que não são para o mundo em geral, mas para os filhos de Deus crentes, e não é próprio tornar públicos para o mundo instruções, advertências, reprovações ou conselhos dessa espécie. O Redentor do mundo, o Enviado de Deus, o maior Mestre que os filhos dos homens já conheceram, apresentou algumas questões instrutivas, não para o mundo, mas somente para os Seus discípulos. Embora tivesse mensagens destinadas às grandes multidões que O acompanhavam, também tinha alguma luz e instrução especial a comunicar aos Seus seguidores, as quais não comunicava à grande congregação, visto que elas nem seriam por ela compreendidas nem apreciadas. Enviou Seus discípulos a pregar, e ao voltarem de seu primeiro trabalho missionário, e terem várias experiências a relatar quanto a seu êxito na pregação do evangelho do reino de Deus, Ele lhes disse: "Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco." Mar. 6:31. Num lugar de reclusão comunicou Jesus a Seus discípulos as instruções, conselhos, avisos e correções que Ele viu serem necessários na sua espécie de trabalho; mas a instrução que então lhes deu não devia ser lançada a esmo ao grupo promíscuo, pois Suas palavras se destinavam apenas aos Seus discípulos.

Em várias ocasiões em que o Senhor realizara obras de cura, ordenou Ele àqueles a quem abençoara que a ninguém contassem o que fizera. Devem eles ter ouvido Suas exortações e reconhecido que Cristo não exigira levianamente silêncio de sua parte, mas tinha uma razão para Sua ordem, e de modo algum deviam ter desrespeitado o Seu expresso desejo. Deveria ter-lhes sido suficiente saber que Ele desejava que observassem o seu conselho, e que tinha boas razões para Seu premente pedido. Sabia o Senhor que ao curar o enfermo, ao realizar milagres para restaurar a vista dos cegos, e para a purificação do leproso, punha em perigo Sua própria vida, pois se os sacerdotes e príncipes não aceitassem as evidências de Sua missão divina que Ele lhes deu, haveriam de interpretar mal, dizer falsidades e contra Ele fazer acusações. É verdade que Ele fez abertamente muitos milagres, contudo, em muitos casos, pediu que aqueles a quem abençoara a ninguém contassem o que por eles fizera. Ao se levantar o preconceito, ao serem alimentados a inveja e o ciúme, e Seu caminho embargado, abandonou as cidades e foi à procura dos que ouviriam a verdade que Ele veio transmitir e a apreciariam.

Achou o Senhor Jesus necessário esclarecer muitas coisas aos discípulos, coisas essas que Ele não revelou às multidões. Tornou-lhes claramente manifestas as razões do ódio demonstrado para com eles pelos escribas, fariseus e sacerdotes, e lhes falou de Seu sofrimento, traição e morte. Mas para o mundo não tornou tão claras essas questões. Tinha advertências a dar a Seus seguidores, e diante deles desdobrou os tristes acontecimentos que haviam de ocorrer, e o que eles deviam esperar. Deu a Seus seguidores preciosa instrução que até nem mesmo eles compreenderam senão depois de Sua morte, ressurreição e ascensão. Ao ser o Espírito Santo derramado sobre eles, foram-lhes todas essas coisas trazidas à lembrança, tudo o que Ele lhes dissera.


Ellen White

Test. Para  Ministros Págs..  34 - 36

A Igreja Remanescente não é Babilônia

                  A Igreja Remanescente não é Babilônia


Muito me entristeci ao ler o folheto publicado pelo irmão S. e pelos que com ele se associam na obra que está fazendo. Sem meu consentimento, têm eles feito seleções dos Testemunhos e as inseriram no folheto que publicaram, para dar a aparência de que meus escritos apóiam e aprovam a posição que advogam. Ao fazê-lo, fazem o que nem é justo nem correto. Ao tomarem desautorizadas liberdades, apresentam ao povo uma teoria que engana e destrói. Em tempos passados, muitos outros fizeram a mesma coisa, e deram a parecer que os Testemunhos apoiavam posições que eram insustentáveis e falsas.

Tenho recebido luz no sentido de que a posição assumida pelo irmão S. e seus simpatizantes não é verdadeira, mas um dos "eis aqui" e "eis ali" que caracterizam os dias em que vivemos. Como exemplo da maneira em que o irmão S. compilou este folheto, relatarei o seguinte incidente: Escrevi uma carta particular a um de nossos pastores, e de maneira bondosa, pensando que isso seria um auxílio ao irmão S., esse irmão lhe enviou uma cópia dela, mas em vez de a considerar como uma questão para o seu auxílio pessoal, ele imprime porções dela num panfleto, como Testemunho não publicado, para apoiar a posição que ele assumira. É isso honroso? Nada há no Testemunho para apoiar a posição mantida pelo irmão S.; mas ele faz mau uso disto, como muitos fazem com as Escrituras, para prejuízo de sua própria alma e da dos outros. Deus julgará os que tomam desautorizada liberdade fazendo uso de meios desonrosos com o fim de dar caráter e influência àquilo que eles consideram como sendo uma verdade. Usando uma carta particular enviada a outra pessoa, abusa o irmão S. dos bondosos esforços envidados por alguém que o desejava ajudar. As facções que publicaram o folheto sobre o Alto Clamor, e a queda de todas as igrejas, evidenciam que o Espírito Santo de Deus não está atuando com eles. "Por seus frutos os conhecereis." Mat. 7:16.

Os que recebem os folhetos que advogam essa falsa posição, terão a impressão de que eu a apóio, e de que estou unida com esses obreiros na proclamação daquilo que eles chamam a "nova luz". Sei que sua mensagem está misturada com a verdade, mas a verdade é mal aplicada e torcida pela sua ligação com o erro. Quero dizer ao irmão que enviou a esses homens a cópia da carta que eu lhe escrevi, que nenhum pensamento tenho de censurá-lo, e ninguém deve fazer-lhe a mínima censura quanto a este assunto. Se eu fizesse um mau juízo e o censurasse, quando seus motivos e intenções eram bons, incorreria no desagrado de Deus. Se o irmão que ele desejou ajudar tomou liberdades, e traiu a sua confiança, não censure a si mesmo, nem se aflija pelos resultados da infidelidade dele.


Ellen White.

Test. para ministros Pags, 32 - 34

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